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Hugo Motta critica presidencialismo, exalta Parlamento e cita Ulysses Guimarães: 'Ainda estamos aqui'

Deputado paraibano foi eleito neste sábado (1º) com 444 votos e vai comandar a Câmara pelos próximos dois anos

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O novo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) • Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Em seu primeiro discurso após a vitória, o novo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez uma defesa enfática do Congresso e teceu críticas ao sistema presidencialista. O deputado paraibano foi eleito neste sábado (1º) com 444 votos e vai comandar a Casa pelos próximos dois anos.

“Os constituintes estabeleceram a corresponsabilidade e a coparticipação do governo. Portanto - e aqui cabe fazer uma importante observação do ponto de vista histórico. Não dialogo neste momento com as circunstâncias: o Legislativo jamais avançou em nenhuma prerrogativa, no presente ou no passado presente. A rigor nunca”, afirmou Motta.

Motta fez várias menções ao ex-deputado Ulysses Guimarães, presidente da Assembleia Constituinte, e citou a célebre frase do peemedebista: "Tenho ódio e nojo à ditadura". Neste momento, deputados governistas gritaram "sem anistia" no plenário, em referência à tentativa de perdoar os condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Por fim, o novo presidente da Câmara disse que o Brasil não pode errar e encerrou o discurso com a frase “ainda estamos aqui”, mesmo título do filme de Walter Salles, indicado ao Oscar.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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