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Gladson Cameli, governador do Acre, é alvo de operação da Polícia Federal

PF cumpriu mandados de busca e apreensão e recolheu dispositivos eletrônicos e quantia em dinheiro

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Gladson Cameli já havia sido alvo de outra operação da Polícia Federal em 2023
Gladson Cameli já havia sido alvo de outra operação da Polícia Federal em 2023 • Neto Lucena/Secom | Via Flickr

A Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do governador do Acre, Gladson Cameli (PP), nesta quinta-feira (5). Em suas redes sociais, o político afirmou que a operação é relativa a uma investigação que apura uma denúncia sobre o processo de avaliação para obtenção de registro de piloto em uma escola de aviação local, onde o governador foi aluno.

Ainda de acordo com a nota oficial, publicada no perfil do Instagram do político, os agentes da PF recolheram em sua residência alguns dispositivos eletrônicos e uma quantia em dinheiro. Segundo Gladson, o valor armazenado era uma “reserva financeira” pessoal. O político afirmou também que comprovará às autoridades a origem do dinheiro.

O governador contou que recebeu a polícia “com tranquilidade e transparência” e contribuiu com a operação respondendo às demandas solicitadas pelos agentes. Gladson afirma que a operação é uma “perseguição” e que os mandados seriam uma “estratégia política” para atingi-lo na proximidade das eleições estaduais.

A Itatiaia entrou em contato com a Polícia Federal para apurar mais detalhes sobre a investigação, mas até o fechamento desta matéria ainda não obteve retorno das autoridades.

Outras denúncias

Além da operação cumprida nesta quinta-feira (5), Gladson Cameli já foi alvo de outra investigação da PF em conjunto com a Receita Federal e a Controladoria-Geral da União.

Em 2023, o nome do governador estava entre um dos suspeitos de se beneficiar de um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e desvios de recursos públicos.

Ao todo, a operação cumpriu 89 mandados de busca e apreensão em diferentes estados, como Acre, Piauí, Goiás, Paraná, Amazonas, Rondônia e Distrito Federal. O grupo foi investigado pelos crimes de organização criminosa, desvio, corrupção passiva, corrupção ativa, fraudes em licitação e lavagem de dinheiro.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

 

 

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