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Gilmar Mendes: ‘STF permanecerá inabalável em sua missão de servir à Constituição e ao povo brasileiro’

Ministro se solidarizou com Alexandre de Moraes e afirmou que 'atos de intimidação' não vão alterar decisões do tribunal

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Ministro Gilmar Mendes
Ministro Gilmar Mendes • Carlos Moura/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi o segundo a se solidarizar com o ministro Alexandre de Moraes durante a abertura dos trabalhos do tribunal no segundo semestre, durante sessão na manhã desta sexta-feira (1º).

Antes de Gilmar, o presidente do STF, Luis Roberto Barroso, fez um pronunciamento contra a decisão do governo Donald Trump de incluir Moraes na Lei Magnitsky.

'Crime de lesa pátria'

Ao se solidarizar com Moraes, Gilmar Mendes afirmou que as ações do governo Trump são de natureza política e “demandam uma resposta à altura”. Sem citar o deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que está nos Estados Unidos e atua por punições a Moraes, Mendes classificou os atos do parlamentar como crimes de “lesa pátria”.

“Atos decorreram de uma ação orquestrada de sabotagem contra o povo brasileiro, por pessoas avessas à democracia, armadas com os mesmos radicalismos e desinformação que vêm caracterizando suas condutas há alguns anos. Os ataques à nossa soberania foram estimulados por radicais inconformados com sua derrota nas últimas eleições”, afirmou Gilmar Mendes.

Ao final de seu pronunciamento, o ministro afirmou que o STF manterá sua postura isenta nas decisões envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

“A democracia e as instituições brasileiras são fortes e resilientes. É por isso que o STF permanecerá inabalável em sua missão de servir à Constituição e ao povo brasileiro”, finalizou.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.