Federação critica leilão e diz que anúncio do governo provocou aumento no preço do arroz
Com promessa de novo leilão, arrozeiros dizem que perda da produção foi mínima e que isso não justifica compra do produto no mercado internacional

Nesta semana, o governo Lula anunciou a importação de mais de 260 mil toneladas depois de cancelar o leilão anterior, que previa a compra de até 1 milhão de toneladas do produto para abastecer o mercado nacional.
Segundo Azevedo Velho, as perdas na produção do estado, maior produtor do país, não chegam a 1,5% e que, no mesmo período, o Brasil colheu uma safra maior do cereal, graças ao aumento de áreas cultiváveis em outros estados.
"O que aconteceu foi um problema momentâneo, muito mais de logística... problema de estradas, de emissão de notas fiscais em função de que a Receita Estadual esteve durante duas ou três semanas com problemas. Isso já foi superado e já estamos abastecendo, com tranquilidade, o mercado varejista e, consequentemente, o consumidor", afirma. "A elevação se deve única e exclusivamente ao anúncio do governo, sem a mínima necessidade. O governo chegou a anunciar uma procura muito grande no mercado internacional. Provocou o aquecimento dos preços no mercado interno, no Mercosul e até na Ásia", completa.
Críticos ao do governo federal afirmam que a decisão tomada por Lula não é técnica, mas política, e que seria uma forma de "promoção" do governo federal. Para Azevedo Velho, a opção pela compra do arroz no mercado internacional é "total falta de conhecimento" sobre o assunto.
"Tanto é que nosso presidente falou em trazer arroz da Venezuela. A Venezuela não tem condição de alimentar o seu próprio povo, tanto é que compra arroz brasileiro. Não existe esse tipo de informação, é totalmente descabida", critica.
Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.



