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Famílias que vivem às margens da nova linha do Metrô de BH reclamam da falta de informações

Governo de Minas e Metrô BH se comprometeram a apresentar um plano preliminar de desocupação das famílias em 45 dias.

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Pessoas reunidas em uma mesa
Moradores criticam ausência de informações da Metro BH • Mardélio Couto

Os moradores de aéreas que serão atingidas pelas obras de ampliação do Metrô de BH criticam ausência de informações de como será o processo de indenização, reassentamento e desapropriação das famílias que vivem às margens de onde passará a linha 2 do sistema de transporte sobre trilhos. As famílias alegam que não sabem sequer em qual dos quesitos vão se encaixar ao deixarem as áreas impactadas.

As cobranças dos impactados foram apresentadas em uma reunião realizada na tarde desta quinta-feira, na sede do Banco do Desenvolvimento de Minas Gerais. Além dos moradores, representantes do Governo de Minas e da Metrô BH, concessionária que administra o sistema na capital, deputados e vereadores estiveram presentes.

Presentes na reunião, líderes dos moradores criticaram que o fato das informações sobre a desapropriação ainda não terem sido divulgadas em detalhes. Eles disseram que já querem ter acesso ao cronograma de desapropriação, sem ter que esperar que as obras se aproximem das casas onde eles vivem. Eles alegam que a falta de informação provoca angústia e ansiedade nos moradores.

O que diz o Governo de Minas

O governo de Minas disse que está preocupado com todas questões envolvendo a expansão do Metrô de Belo Horizonte.

Segundo o Estado, a questão da desapropriação ainda não havia sido abordada porque a licença ambiental ainda não havia sido liberada.

Como a Itatiaia mostrou, nessa quarta-feira, o Copam aprovou a licença com 11 votos e 1 abstenção. Agora, a licença só precisa ser liberada pela Secretaria de Meio Ambiente do Estão.

Segundo o secretário adjunto de infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Calixto, o processo de expansão terá duração de quatro anos. Começando em setembro deste ano e se estendendo até o 1° semestre de 2028.

Em um primeiro momento, o Metrô BH irá fazer obras em dez estações.

As primeiras intervenções serão na estação Nova Suíça e na estação Amazonas. As outras vão passar por obras gradativamente.

O Metrô BH disse que as obras nessas duas primeiras estações não vão impactar a vida das famílias que vivem no trecho onde passará a linha 2, que levará o metrô de BH até o Barreiro.

"Não haverá desapropriação de imediato", disse o secretário adjunto, Pedro Calixto.

Ao ser questionado pela deputada estadual, Bella Gonçalves (PSOL), o governo garantiu que foi feito laudo de impacto ambiental e vizinhança. Segundo o Estado, os dados estão compreendidos no parecer de 84 páginas, que foi aprovado no COPAM. A parlamentar pediu acesso aos documentos.

O vereador Bruno Pedralva (PT) ressaltou que o plano de remoção está previsto no contrato assinado pela Metrô BH, responsável pela gestão do sistema de transporte.

"Não basta apenas a Metro BH concordar com as condições. Os moradores também precisam concordar. É preciso conversar. É preciso negociar", cobrou Pedralva.

O político do PT ainda criticou algumas iniciativas do Metrô de BH que teriam impedido que parlamentares acompanhassem as negociações entre a empresa e os moradores.

O vereador Wilsinho do Tabu (Podemos) também fez críticas como o processo foi construído até aqui.

"Erros ocorreram. Mas é preciso resolver os problemas", destacou o político durante a reunião entre as partes.

O que diz a Metrô BH

"A gente sabe que não é fácil. Mas estamos em busca de cumprir a lei", disse Victor Marcondes, relações institucionais da Metrô BH.

Marcondes garantiu que a empresa irá respeitar os direitos dos moradores e dará dignidade aos atingidos durante o processo de desapropriação.

O Metrô BH disse que vai respeitar rodada as datas previstas no contrato.

"A agenda está tentando afetar o mínimo de pessoas possível. Mas sabemos que pessoas serão afetadas", acrescentou.

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Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.

 

 

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