Fachin diz que inquérito da PF revela indícios graves, mas que não há ‘turbulência institucional’
O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, defendeu o direito à ampla defesa para todos os indiciados pela Polícia Federal (PF)

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, afirmou nesta sexta-feira (22) que o inquérito da Polícia Federal sobre os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, que culminou no indiciamento de 37 pessoas, revelou uma “gravidade real”.
Em discurso feito após evento no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, em Porto Alegre, Fachin ressaltou que caberá à Procuradoria-Geral da República (PGR) definir se irá oferecer denúncia ao Supremo, e defendeu o respeito à ampla defesa dos indiciados.
“O fato de se tratar de um ex-presidente da República, nesse sentido, é menos relevante do que os fatos que estão sendo averiguados. Os fatos, portanto, devem ser investigados, apurados e, se apurados e provados, dar-se a devida sanção. Portanto, não vejo nenhuma turbulência institucional”, afirmou ele.
Bolsonaro e outras 36 pessoas foram indiciadas pela PF na quinta-feira (21) pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.
Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.



