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'Eu não vou brigar por uma sucessão', diz Mateus Simões sobre candidatura ao Governo de Minas

Além de Simões, Nikolas Ferreira, Cleitinho e Marília Campos são possíveis candidatos ao Palácio Tiradentes

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Vice-governador de Minas, Mateus Simões (Novo) em entrevista ao podcast Abrindo o Jogo
Vice-governador de Minas, Mateus Simões  • Itatiaia

O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo), afirmou em entrevista ao podcast Abrindo o Jogo que não vai brigar por sucessão em 2026 e só será candidato se fizer sentido para o Estado. "Eu não vou brigar por uma sucessão. Ou isso chegará naturalmente por conta do trabalho do governo, ou nós temos que encontrar quem seja capaz de responder aos anseios de Minas Gerais, porque o Estado não pode ficar dependendo de promessa de quem não consiga entregar. Então, a minha expectativa é: vamos trabalhar e se o resultado for positivo podemos discutir esse assunto lá na frente", afirmou o novista.

Outros candidatos

Simões é cotado para suceder o governador Romeu Zema (Novo) que está no segundo mandato e, pela lei, não poderá concorrer ao cargo nas próximas eleições. Além de Simões, podem participar da corrida ao Palácio Tiradentes o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), o senador Cleitinho (Republicanos), a prefeita de Contagem, Marília Campos e até o secretário da Casa Civil, Marcelo Aro.

O vice-governador afirma que trabalhará pela composição ou pelo nome que for mais competitivo dentro de seu campo político. " A centro direita tem que estar reunida em torno desse projeto, sob pena de perder o Estado para a esquerda. Terá o meu apoio. Eu tenho a sorte de não depender da política. Eu vivo dos meus negócios, das minhas coisas, do meu trabalho, e isso me dá tranquilidade de entender que se o meu trabalho se encerrar com o final do mandato do governador Romeu Zema, cumpri um papel excepcional. Quantas pessoas têm a oportunidade de ser governador do Estado? E menos ainda, quantas pessoas têm a oportunidade, sendo vice-governador do Estado, de ter o grau de liberdade que eu tenho para implementar aquilo que eu acredito que é melhor para o Estado, graças à confiança que o governador tem em mim. Eu acho que eu já sou muito privilegiado para querer comprar uma briga contra o interesse da população, não vai acontecer", concluiu.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.