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‘Estritamente técnica’, diz Motta sobre veto a Eduardo Bolsonaro na liderança da Minoria

Presidente da Câmara afirmou que não há precedente para líder atuar estando fora do país

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta • Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (23) que a decisão de barrar a indicação do PL para que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) assumisse a liderança da Minoria foi “estritamente técnica”, baseada em parecer da Mesa Diretora.

Segundo ele, a permissão para que líderes utilizem votação remota existe apenas para garantir que possam exercer o mandato enquanto cumprem funções presenciais, como atender parlamentares e apresentar projetos, o que Eduardo não poderia fazer por estar no exterior.

De acordo com o parecer da Secretaria-Geral da Mesa (SGM), embora haja possibilidade dos parlamentares participarem à distância das votações, pelo aplicativo Infoleg, isso não dispensa o comparecimento presencial às sessões.

A rejeição de Motta ao pedido do PL vem um dia após a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciar Eduardo e o inluenciador bolsonarista Paulo Figueiredo por suas atuações nos EUA contra autoridades brasileiras para tentar interferir no julgamento do ex-presidente Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

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