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'Trump Brasileiro' é candidato a deputado federal pelo Novo e se diz 'totalmente de direita'

Sósia do norte-americano adotou “Plínio Trump” como nome de urna e estreia nas eleições de 2026 pelo Novo

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Piloto de aviação, o candidato aposta na semelhança com Donald Trump para ganhar visibilidade na disputa • Reprodução

Donald Trump terá um “sósia” nas urnas mineiras nas eleições de 2026. Isso porque Plínio Vicentin Junior, candidato do Novo a deputado federal por Minas Gerais, adotou o nome de urna “Plínio Trump” e aposta na semelhança física com o presidente dos Estados Unidos para construir sua identidade eleitoral.

A comparação com Donald Trump não surgiu com a campanha eleitoral. Em entrevista à Itatiaia, Plínio conta que o apelido começou em 2015, em um grupo de WhatsApp formado por amigos pilotos de helicóptero em São Paulo. “Um 'abençoado' falou para mim: ‘Plínio, olha só, cara, você é a cara do Trump’. Aí mudou o grupo nosso para Plínio Trump, e continua até hoje desde 2015”, relatou.

A ideia de transformar a semelhança em identidade eleitoral surgiu quando decidiu abandonar temporariamente a aviação para se dedicar à política. A aparência, segundo Plínio, não é produzida artificialmente para a campanha. “A natureza quis que eu me parecesse com o Trump. O meu cabelo é assim. E a sobrancelha também. Tudo é natural. Fazer o quê? É assim mesmo”, disse.

O candidato reconhece que a projeção internacional do presidente norte-americano e a sua semelhança com ele representa uma oportunidade de chamar atenção para a sua própria candidatura. Segundo ele, o nome e a imagem de Trump funcionam como um apoio de comunicação, mas a identificação também é política.

“A estratégia é só um apoio. Mas a base, no caso, é a identificação com os valores dele lá”, disse. Plínio também já morou em Los Angeles entre 1997 e 1998.

A referência ao presidente norte-americano também aparece nas redes sociais. Apesar de poucos seguidores, a única publicação de Plínio já traz uma adaptação, feita por IA, do tradicional lema eleitoral de Trump, “Make America Great Again”, para apresentar o slogan “Make Minas Great Again”.

Na entrevista concedida, Plínio contou que nasceu no Paraná, mas tem raízes familiares em Varginha, no Sul de Minas. Segundo ele, a avó era de Varginha e seu avô, imigrante italiano. Anos depois, Plínio se casou com uma mineira e voltou a morar na cidade do Sul de Minas.

Piloto de linha aérea de helicóptero (PLAH), ele afirma atuar na aviação há cerca de 40 anos e comandar helicópteros há aproximadamente três décadas. Nos últimos 14 anos, trabalhou em plataformas de petróleo e integrou equipes de transporte e resgate aéreo de trabalhadores.

A eleição de 2026 será sua primeira disputa por um cargo eletivo. Plínio afirma que já era filiado do Novo havia algum tempo e que a decisão de concorrer nas eleições de 2026 partiu dele próprio. “Partiu da minha pessoa. Partiu de mim”, afirmou. Segundo o candidato, a aproximação com a legenda ocorreu também por acompanhar a atuação do governador Romeu Zema em Minas Gerais.

Plínio Trump declarou à Justiça Eleitoral patrimônio total de R$ 1,67 milhão. O bem de maior valor é uma casa avaliada em R$ 900 mil. O candidato declarou ainda outra casa, de R$ 450 mil, um terreno de R$ 110 mil e dois veículos, avaliados em R$ 100 mil e R$ 110 mil.

Saúde no interior como principal bandeira

Na entrevista, Plínio apontou a saúde como uma das principais áreas que pretende defender caso seja eleito deputado federal. A pauta, segundo ele, está relacionada à experiência profissional no resgate aéreo durante a pandemia da Covid-19.

O candidato diz que o contato direto com pacientes e situações de emergência fez com que passasse a observar com mais atenção as diferenças entre a estrutura médica dos grandes centros e a disponível no interior.

Defende ampliar o acesso de hospitais do interior a equipamentos mais modernos para diagnóstico e tratamento. Ele cita cidades como Varginha e Juiz de Fora como exemplos de municípios que, na avaliação dele, poderiam receber estruturas mais avançadas.

“Existem exames complexos, diagnósticos e tratamentos que, infelizmente, só grandes centros dispõem de equipamentos para isso. A minha ideia é ajudar esse pessoal. Levar esse tipo de equipamento para lá”, declarou.

Oportunidade de formação para jovens

Outra bandeira apresentada pelo 'Trump brasileiro' está relacionada à formação de jovens para setores ligados à aviação e à tecnologia. Plínio afirma que existe falta de profissionais especializados, principalmente na área de manutenção de aeronaves, e defende ampliar a oferta de cursos técnicos em Minas Gerais.

O candidato cita como exemplo a formação em aviônica, voltada a equipamentos e sistemas eletrônicos de aviões e helicópteros. Segundo ele, esse tipo de curso ainda é concentrado em estados como São Paulo e Rio de Janeiro.

Plínio também lembra que Minas Gerais abriga, em Itajubá, uma fábrica de helicópteros e avalia que cursos voltados a áreas como aviônica, robótica e mecatrônica podem abrir novas oportunidades para jovens.

“Está faltando gente para trabalhar. Só que precisa formar. Há muitos jovens, eu sei que têm talento, têm vontade, mas estão perdidos porque não têm opção”, afirmou.

Covid e vacinas

Questionado sobre sua posição em relação à vacinação contra a Covid-19, Plínio citou discussões envolvendo Anthony Fauci, ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, e disse acreditar que ainda surgirão novas informações sobre a pandemia.

“Mas o meu irmão do Norte vai esclarecer isso para a gente. Eu acredito que em pouco tempo a gente vai ficar sabendo de tudo o que realmente aconteceu. Então, eu acho que seria de bom tom para todo mundo ficar na plateia esperando o que vai acontecer”, disse Plínio na entrevista.

Na sequência, Plínio levantou dúvidas sobre a origem da pandemia e sobre o desenvolvimento das vacinas. Em sua avaliação, ainda surgem informações e denúncias que precisam ser esclarecidas, inclusive sobre a possibilidade de o vírus ter sido produzido ou disseminado de forma proposital.

O candidato também questionou os lucros dos laboratórios e a velocidade de produção dos imunizantes. “Quanto esses laboratórios ganharam com uma vacina que, claro, nós sabemos que foi desenvolvida a toque de caixa. Onde uma vacina normal leva em média 20 anos para ser desenvolvida, ser segura. Então, é chocante", pontua.

Plínio disse ainda que seu sentimento é de "uma angústia saber que, de repente, nós fomos enganados" e, portanto, prefere não tirar conclusões neste momento.

“Totalmente de direita”

Na política nacional, Plínio se define sem ressalvas como integrante da direita. “Totalmente de direita”, respondeu ao ser questionado sobre seu posicionamento ideológico.

Para a disputa presidencial, afirma que apoiará Romeu Zema, nome de seu partido. Ao mesmo tempo, declarou simpatia por uma eventual presença de Flávio Bolsonaro no segundo turno.

“O meu sonho de consumo no final do ano seria ver no segundo turno Romeu Zema e Flávio Bolsonaro. Isso para mim seria, assim, o ideal”, afirmou.

Patrimônio e candidatura

No registro apresentado à Justiça Eleitoral, declarou patrimônio total de R$ 1,67 milhão. O maior bem informado é uma casa avaliada em R$ 900 mil. Também constam outra casa, de R$ 450 mil, um terreno de R$ 110 mil e dois veículos, avaliados em R$ 100 mil e R$ 110 mil.

A candidatura está disponível no DivulgaCandContas, plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que reúne informações sobre os concorrentes nas eleições de 2026, como situação do registro, declaração de bens, receitas e despesas de campanha.

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Jornalista pela PUC Minas. Atuou na Rede Minas, no Estado de Minas e em assessoria de imprensa, com experiência em reportagem, produção de conteúdo e cobertura de temas de interesse público.

 

 

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