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Renan Santos antecipa convenção após ameaças e terá segurança da PF

Pré-candidato do Partido Missão afirma ter recebido ameaças durante a pré-campanha; evento nacional de lançamento da candidatura está mantido para 1º de agosto

PorBrasília
Renan Santos, pré-candidato a presidência pelo partido Missão
Renan Santos, candidato a Presidência pelo partido Missão. • Reprodução | Itatiaia

Diante de uma escalada de ameaças durante a pré-campanha, o Partido Missão antecipou a convenção nacional que oficializa a candidatura de Renan Santos à Presidência da República. A medida permite que o pré-candidato passe a contar com a estrutura de segurança da Polícia Federal destinada aos candidatos ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026.

A legenda realizou uma convenção virtual nesta segunda-feira (20), primeiro dia permitido pelo calendário eleitoral para a oficialização das candidaturas. O evento presencial de lançamento da candidatura, porém, permanece marcado para 1º de agosto, em São Paulo, com a participação de lideranças, filiados e apoiadores.

Segundo Renan Santos, a antecipação ocorreu por recomendação da equipe de segurança após novos episódios de intimidação. O pré-candidato afirmou que recebeu ameaças durante agendas pelo país e citou episódios envolvendo organizações criminosas em diferentes estados.

“Estar com a Polícia Federal não é mais uma questão de conveniência ou até de redução de gastos. É uma questão de sobrevivência”, declarou.

A Polícia Federal iniciou, nesta segunda-feira (20), a operação de segurança para os candidatos à Presidência da República. A estrutura foi criada para atender os presidenciáveis que solicitarem proteção e conta com equipes especializadas, servidores treinados, veículos blindados e atuação integrada com unidades da corporação nos estados.

A proteção aos candidatos é definida a partir de avaliações técnicas de risco, considerando fatores como histórico de ameaças, compromissos de campanha e informações de inteligência. A adesão ao serviço da PF é uma decisão de cada candidato.

No evento de 1º de agosto, o Partido Missão também deve apresentar o que a legenda chama de Livro Amarelo, documento que reúne as principais propostas para áreas como segurança pública, economia, educação, infraestrutura e reforma do Estado.

Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e presidente do Partido Missão, disputa sua primeira eleição para um cargo eletivo. A legenda teve o registro aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2025 e estreia nas eleições gerais de 2026.

Por, Repórter

João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.

 

 

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