Itatiaia

'Quem sente as dificuldades precisa governar', diz candidata da UP ao governo de MG

Indira Xavier foi a entrevistada desta sexta-feira (21) na série de sabatinas da Itatiaia com candidatos ao governo de Minas Gerais

Por e 
A candidata da UP ao governo de MG, Indira Xavier • Itatiaia

A candidata da Unidade Popular (UP) ao governo de Minas Gerais, Indira Xavier, defende um projeto coletivo para administrar o Palácio Tiradentes, afirmando que é a população menos favorecida do estado que deve dizer “para onde as riquezas devem ser alocadas”. Indira foi a entrevistada desta sexta-feira (21) na série de sabatinas da Itatiaia com postulantes ao Executivo estadual.

“Nós queremos estar no governo do estado de Minas Gerais, e eu falo ‘nós’ porque somos um projeto popular e coletivo, a unidade popular pelo socialismo, para que o nosso povo efetivamente seja o poder. Só dessa forma, a gente vai conseguir resolver os nosso problemas. Aqueles que realmente sentem as dificuldades que é viver em Minas Gerais, sob as mais diversas condições e dificuldades, seja de mobilidade, seja de segurança, precisam governar e dizer para onde as nossas riquezas devem estar alocadas”, disse.

Segundo a candidata da UP, o estado possui diversos problemas que precisam ser atacados pela administração pública, mas sugere que a dívida do estado com a União, avaliada em R$ 180 bilhões, não é “legítima”. Indira Xavier propõe uma auditoria do débito junto ao governo federal e questiona a adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

“Se nós temos um estado que é uma das maiores economias do país, que tem muitos recursos, mas que infelizmente uma parte significativa desses recursos é usurpada do nosso povo, o que há na verdade é um déficit da União com o estado de Minas Gerais. Como o estado está devendo, se na verdade quem nos deve é o governo federal?”, questionou.

De acordo com ela, o setor minerário e o agronegócio pagam um percentual de impostos muito abaixo do que é cobrado, em média, da população e explica que o recurso vai para a União. Com isso, na visão da candidata, haveria uma espécie de “superávit” do estado com o governo federal que não estaria sendo considerado.

“É óbvio que a gente não tem condições de aderir a esse programa que serve para contingenciar, para impedir o desenvolvimento social do nosso estado, contingenciar o orçamento da saúde, da educação, das áreas sociais para ser o elemento de justificativa para não haver concurso e para continuar não pagando o piso constitucional dos trabalhadores públicos”, completou.

Por

Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

Por

Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

Por

Eustáquio Ramos tem quase 30 anos de carreira, sendo 25 anos na Itatiaia, onde apresenta o Jornal da Itatiaia 1ª Edição e é repórter especial de Política. É pós-graduado em Comunicação Empresarial. Coautor da Enciclopédia do Rádio Esportivo Mineiro e do Manual de Pronúncia da Itatiaia. Já teve passagens também pela TV Assembleia, TV Bandeirantes, TV Horizonte, Record, Alterosa e Canal 23.

Por

Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

Por

Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

Belo Horizonte