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PT respeita tempo de Pacheco, mas não ficará paralisado, diz Edinho Silva

Declaração aconteceu durante cerimônia de posse de Kássio Nunes Marques como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

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O presidente nacional do PT, Edinho Silva
O presidente nacional do PT, Edinho Silva • Anderson Barbosa/PT Nacional

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou, em entrevista coletiva durante a posse do ministro Kássio Nunes Marques como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite desta terça-feira (12), que a legenda respeita o tempo do senador Rodrigo Pacheco (PSB) para se decidir sobre se lançar, ou não, ao Governo de Minas. Contudo, Edinho pontuou que a sigla, assim como os partidos aliados, não ficará paralisada pelo compasso de espera do ex-presidente do Congresso Nacional.

“Primeiro, nós temos muito respeito pelo senador Rodrigo Pacheco, ele tem todo o direito de formar a sua opinião união em relação ao cenário eleitoral em Minas Gerais, nós estamos respeitando esse processo. E claro, isso também não vai paralisar o PT nem os partidos aliados. Nós respeitamos o processo dele, mas queremos também começar a dialogar com lideranças em Minas Gerais que possam formar um palanque do campo democrático, um palanque forte, um palanque robusto para reeleição do presidente Lula e também oferecendo uma opção de governo para Minas Gerais”, pontuou.

O senador vem mantendo mistério sobre suas intenções de concorrer ao Palácio Tiradentes nas eleições deste ano. Pacheco, que é o preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o cargo, chegou a estipular que tomaria uma decisão até o fim de maio sobre uma candidatura. Entretanto, ainda não houve sinal claro de que o senado vá concorrer.

Nos bastidores, o PT trabalha com “planos B e C” para o Governo de Minas, inclusive com a possibilidade de lançar uma candidatura própria no estado a fim de garantir um palanque para Lula em Minas Gerais. Pacheco chegou a ser cortejado pela pré-candidata da legenda ao Senado Federal e ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, que fez uma “convocação” para que ele se lançasse ao Palácio Tiradentes.

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Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.