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Nunes Marques reage à carta de Flávio e reforça compromisso do TSE com o resultado das urnas

Em nota, o presidente do TSE reafirmou a legitimidade das eleições e destacou o compromisso da Justiça Eleitoral com a vontade soberana dos eleitores no pleito

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Ministro Nunes Marques, presidente do TSE
Ministro Nunes Marques, presidente do TSE • Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, defendeu o resultado das eleições presidenciais de 2026 nesta quarta-feira (28). Em nota, ele reafirmou o compromisso da Justiça Eleitoral com a vontade dos eleitores e declarou que o pleito transcorreu dentro da normalidade, com respeito às leis e à Constituição.

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A manifestação ocorre após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado no segundo turno, publicar uma carta em que se declarou “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, o parlamentar alterou o documento e substituiu a expressão por “líder do Brasil”, mas manteve as acusações de fraude eleitoral, sem apresentar provas.

“Ressalto o compromisso de toda a Justiça Eleitoral com a vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes”, afirmou Nunes Marques. Na nota, o ministro também destacou que as eleições realizadas no domingo (25) foram as mais inclusivas da história da República brasileira. Segundo ele, mesmo diante de instabilidades na reta final da votação, as medidas adotadas e o trabalho dos técnicos do tribunal permitiram concluir a apuração com segurança.

Nunes Marques acrescentou que todos os questionamentos apresentados dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos. O presidente do TSE também reconheceu o trabalho dos servidores públicos, mesários, forças de segurança e demais profissionais envolvidos na organização do pleito.

Flávio muda carta, mas mantém acusações

Na primeira versão da carta, Flávio Bolsonaro afirmou se dirigir aos brasileiros e à comunidade internacional como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Na versão revisada, a apresentação passou a ser “o líder do Brasil”. A mudança também foi feita em outro trecho do documento. Inicialmente, o senador dizia ser o “presidente eleito” e acusava adversários de terem roubado a eleição. Depois, substituiu a expressão por “líder”, sem retirar as acusações contra o processo eleitoral.

O parlamentar atribuiu a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou em duas horas o horário de votação em parte do país. Segundo dados do TSE, cerca de 34 mil votos foram computados durante o período adicional.

Lula venceu a disputa com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, uma diferença superior a 4 milhões de votos. Apesar das declarações do senador, o Partido Liberal (PL) reconheceu o resultado das eleições na segunda-feira (26). A legenda, porém, não havia se manifestado sobre a carta em que seu candidato se apresentou inicialmente como presidente eleito.

Veja a nota de Nunes Marques

"Ressalto o compromisso de toda a Justiça Eleitoral com a vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes. No último domingo (25), foram realizadas as eleições mais inclusivas da história da República brasileira. Mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, graças às medidas adotadas e à competência dos técnicos do Tribunal, foi possível avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança.

Informo que todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos. Com o empenho de servidores públicos de todo o país, dos mesários, das forças de segurança e dos demais atores envolvidos, as Eleições 2026 transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais".

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Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia.

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Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) e pós-graduado em Jornalismo nos Ambientes Digitais pela mesma instituição. Possui experiência como repórter, produtor e coordenador de telejornal.

 

 

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