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Marília questiona endosso de Flávio ao fim da escala 6x1: ‘Qual a confiança o brasileiro terá em quem recua no processo eleitoral?’

Senadora eleita por Minas Gerais participa de manifesto pró-Lula em BH e disse que considera mudança de postura do adversário do petista como um sinal do sucesso da campanha do atual presidente que busca uma virada no segundo turno da eleição presidencial

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Marília Campos (PT) participou de agenda na Casa dos Jornalistas
Marília Campos (PT) participou de agenda na Casa dos Jornalistas • Bernardo Estillac

Em agenda em Belo Horizonte nesta terça-feira (13), a senadora eleita Marília Campos (PT) avaliou a mudança de posicionamento do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), que agora se diz favorável ao fim da escala de trabalho 6x1. A articulação do recuo do postulante ao Planalto contou com a participação do governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) em Minas Gerais.

Para Marília, a medida não representa um prejuízo para a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Eu não acho que é um baque. Na verdade, o que está ocorrendo é que, em função das grandes mobilizações em defesa dos direitos sociais, saúde, educação, previdência social, que estavam ameaçados pelo programa de governo que o candidato adversário do Lula defendeu, ele agora tem recuado", afirmou.

A senadora questionou a postura da oposição durante o período de campanha.

"O recuo na questão do fim da escala 6x1 é um bom sinal, sinal de que a mobilização pró candidatura do Lula faz o candidato adversário recuar. A discussão é: qual é o nível de confiança que o povo brasileiro terá em alguém que já assumiu compromissos que eram o contrário e agora recua no processo eleitoral?", questionou.

Marília esteve na sede do Sindicato de Jornalistas de Minas Gerais para o lançamento do Manifesto Democratas pró-Lula. A senadora eleita também comentou sobre a organização da campanha petista de segundo turno no estado.

Marília confirmou agendas de Lula na próxima sexta-feira (16) em Juiz de Fora, na Zona da Mata , e, no final da tarde, em Ipatinga, no Vale do Aço. Há também a expectativa de organizar agendas no Vale do Jequitinhonha e em Belo Horizonte.

Segundo a senadora, as atividades buscam a mobilização dos eleitores.

"A gente está fazendo um esforço em promover articulações com a sociedade civil, com a população, para que tenham essa memória histórica resgatada no processo de comparação, o que que é o Brasil com Lula, o que que foi o Brasil sem Lula, e que possam abraçar a candidatura do nosso presidente no segundo turno", explicou.

A estratégia em Minas Gerais também visa diminuir os índices de abstenção registrados no primeiro turno, com foco na população do campo.

"Nós não só contamos com essa mobilização nas capitais e cidades-polo, mas também nas cidades, especialmente aquelas que têm área rural grande, fazer um esforço para estimular o voto, a participação cidadã das pessoas que trabalham no campo, para virem votar, porque a abstenção foi muito grande, especialmente em área rural", concluiu a senadora petista.

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

 

 

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