Flávio Bolsonaro justifica medalha a Adriano da Nóbrega: 'Policial exemplar na época'
Candidato do PL foi questionado sobre homenagem ao ex-chefe do Escritório do Crime e afirmou que não pode prever no que uma pessoa se transforma no futuro.

O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), defendeu nesta sexta-feira (28) a concessão da Medalha Tiradentes ao ex-policial Adriano da Nóbrega, apontado pelas autoridades policiais como chefe da milícia Escritório do Crime.
Durante sabatina no Jornal Nacional, da TV Globo, o senador justificou que, na época da homenagem, o ex-capitão do Bope era um "policial exemplar".
A apresentadora Renata Vasconcellos confrontou o candidato com o fato de a maior honraria do Legislativo fluminense ter sido entregue a Nóbrega enquanto ele estava preso por homicídio. O ex-policial foi morto em 2020 durante uma operação na Bahia.
Justificativa para a homenagem
Em sua resposta, Flávio argumentou que o episódio ocorreu há mais de duas décadas e classificou a prisão da época como uma injustiça decorrente de uma troca de tiros com criminosos.
"Um momento em que ele era um policial reconhecido. Conheci ele dentro do Bope, batalhão de elite da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Não tinha feito absolutamente nada de errado, não tinha nada contra ele nesta época", afirmou o candidato do PL.
O senador alegou que a homenagem foi um gesto simbólico a toda a guarnição e refutou ter responsabilidade sobre a liderança do miliciano em um grupo de extermínio anos depois. "Eu não posso ser responsabilizado pelo que a pessoa se transforma depois de cinco, 10, 15, 20 anos", declarou.
Emprego para familiares na Alerj
A sabatina também abordou a contratação da mãe e da esposa de Adriano da Nóbrega para o gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), caso que veio à tona durante as investigações do suposto esquema de "rachadinhas".
O candidato defendeu as nomeações reiterando a visão que tinha do ex-policial. "Na época, ele era um policial exemplar que estava sendo preso injustamente. Foi quando eu conheci os familiares dele, a mãe principalmente, que participava de movimentos de defesa de esposas e mulheres de militares, de policiais perseguidos injustamente", justificou o candidato.
Jornalista formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Atuou com produção de conteúdo editorial e cobertura de pautas voltadas a tecnologia, negócios e comportamento digital. Cobre as eleições de 2026 para a Itatiaia.



