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Flávio Bolsonaro e Lula somam R$ 130,8 milhões em gastos no 1º turno das eleições

Levantamento com base em dados do TSE aponta que o senador desembolsou R$ 65,19 milhões, enquanto o atual presidente registrou R$ 65,6 milhões em despesas

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Ricardo Stuckert e Charles Vieira.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Lula (PT) movimentaram, juntos, R$ 130,8 milhões em despesas durante a campanha eleitoral para o primeiro turno. Segundo registros enviados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até a data da votação, em 4 de outubro, as despesas de ambos os candidatos permaneceram dentro do teto legal estipulado para a etapa inicial do pleito.

O candidato do PL informou um total de R$ 65,19 milhões em despesas contratadas. Já a campanha de Lula declarou R$ 65,6 milhões em gastos registrados até 5 de outubro, ficando R$ 22 milhões abaixo do total de recursos arrecadados.

Embora a candidatura de Lula tenha registrado R$ 65,6 milhões em despesas, apenas 53% desse valor — cerca de R$ 34,8 milhões — havia sido efetivamente pago nos primeiros dias de outubro. Além disso, o PT destinou cerca de R$ 1 milhão em doações diretas a outros candidatos e legendas partidárias, enquanto a campanha de Flávio não realizou esse tipo de repasse.

Flávio Bolsonaro priorizou a presença on-line, alocando R$ 9 milhões em impulsionamento digital, dos quais R$ 8 milhões foram aplicados nos últimos 11 dias que antecederam o primeiro turno. Em contrapartida, os gastos com propaganda física somaram R$ 3,14 milhões em adesivos e R$ 57,6 mil em materiais impressos.

Lula priorizou a comunicação física e as ações de rua, destinando R$ 3,86 milhões à produção de adesivos e R$ 3,04 milhões à impressão de materiais. Os investimentos em anúncios e impulsionamento digital somaram R$ 2,69 milhões.

Para o primeiro turno, a legislação eleitoral fixou o limite individual de despesas em R$ 88,9 milhões por candidato. Considerando a disputa como um todo, incluindo o primeiro e o segundo turnos, o teto máximo de gastos autorizado pelo TSE é de R$ 133 milhões.

Em relação às receitas, a campanha de Lula arrecadou R$ 87,6 milhões, com forte predominância do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), que repassou R$ 85 milhões. As doações privadas somaram R$ 2,17 milhões, e o Fundo Partidário contribuiu com R$ 150 mil.

A arrecadação de Flávio Bolsonaro totalizou R$ 70,67 milhões. O candidato do PL contou com R$ 47 milhões provenientes do Fundo Eleitoral, R$ 10,26 milhões em doações para a campanha e R$ 9,65 milhões oriundos do Fundo Partidário.

De acordo com as regras estabelecidas pelo TSE, os candidatos têm entre 5 de outubro e 3 de novembro para entregar a prestação de contas referente ao primeiro turno e entre 26 de outubro e 14 de novembro para prestar contas relativas ao segundo turno.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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