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Elmano admite problema na segurança pública do Ceará e pede pacto nacional

De acordo com governador do Ceará, que tenta a reeleição, trabalho contra as organizações criminosas no Ceará tem sido intenso e resultou na prisão de cerca de 5 mil faccionados

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Elmano disputou duas prefeituras e cumpriu dois mandatos na Assembleia Legislativa antes de chegar ao Governo do Ceará • Carlos Gibaja/Casa Civil CE

Durante sabatina do UOL, na última quarta-feira (26), o governador Elmano de Freitas (PT) falou sobre a segurança pública no Ceará, um dos principais pontos de crítica à sua gestão. O candidato à reeleição ao Poder Executivo cearense reconheceu que o tópico é um problema, mas declarou também que é uma questão nacional que afeta todos os espectros políticos.

Nesse sentido, Elmano afirmou que há casos nos quais a consolidação do crime no Rio de Janeiro-RJ impacta a efetividade das ações das forças de segurança cearenses.

“A segurança pública é um problema para todas as forças políticas e para a esquerda também. Agora, o maior problema de segurança desse país está no Rio de Janeiro. Grande parte dos chefes de facções do Ceará está escondida no Rio, onde a Polícia Militar não chega, não é capaz de prender”, explicou o petista.

Perguntado sobre mais detalhes, o governador revelou que o exemplo citado é o de Carlos Mateus da Silva Alencar, o “Skidum”. Ele é suspeito de ser um dos chefes do Comando Vermelho em Fortaleza-CE.

“Tem um chefe de facção do Ceará que a nossa inteligência sabe onde está, em qual bairro, em qual rua e em qual casa, mas a polícia do Rio nos comunica que não tem como chegar lá e prender essa pessoa. A casa em que ele está é próxima de uma mata. Portanto, em qualquer situação ele evade e não conseguem prender”, relatou.

Elmano argumentou que as lideranças políticas do país precisam se unir, apesar de diferenças ideológicas, para combater o crime organizado.

“É muito importante que nós, da esquerda, e lideranças da direita que têm maturidade política compreendamos que precisamos sentar à mesa para fazer um pacto nacional e enfrentar as organizações criminosas do país. Esse não é um problema que se resolve apenas com a política de prevenção, como também não se supera apenas com a força”, opinou.

O líder petista também saiu em defesa das ações do seu governo no combate às organizações criminosas.

“Aqui no Ceará nós bloqueamos R$ 3,3 bilhões do crime organizado e colocamos na cadeia 5 mil faccionados. Portanto, nós estamos fazendo um trabalho intenso no enfrentamento ao crime organizado”, contou.

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Jornalista formado pela UFMG e com MBA em Marketing pela PUCRS. Tem passagens por Esportudo, GRV Media e Grupo Globo, com coberturas relacionadas a esportes eletrônicos, futebol, MMA, basquete e atualidades.

 

 

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