De volta a BH, Zema diz que quem critica sua pré-campanha ‘não gosta de trabalhar’
Em pré-campanha pela presidência, ex-governador mineiro disse que conversa com todas as categorias e nega dar prioridade a empresários em suas agendas

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), retornou a Belo Horizonte no fim desta semana após mais de um mês em viagens pelo país, com foco na Região Nordeste. Nesta sexta-feira (10), ele se encontrou com seu ex-vice e atual governador, Mateus Simões (PSD) no Café Nice, no Centro da capital mineira e falou sobre a pré-campanha ao Planalto.
Questionado sobre a participação recorrente em eventos com empresários e se pensa em abranger mais suas agendas para conversar com trabalhadores, Zema disse que tem conversado com todas as categorias e que as críticas a seu trabalho partem de quem ‘não gosta de trabalhar’.
“Eu estou escutando todas as categorias. Acho que quem não gosta de mim é quem está querendo continuar ganhando dinheiro sem trabalhar. Com esses, eu não faço muita questão de me apreciar não, porque eu e o Mateus Simões gostamos é de quem trabalha, de quem faz as coisas corretas. Estive aqui à frente do governo de Minas por quase sete anos e meio, sem corrupção, sem escândalo e o estado avançando, ganhando participação no PIB (produto interno bruto) do Brasil, com 1 milhão de empregos a mais. Então, acho que quem não gosta de emprego, de trabalhar é que tem criticado”, afirmou.
Ainda nesta sexta, Zema se reunirá com empresários em um evento no Mercado Central, também no Centro de Belo Horizonte.
Sobre a agenda no Café Nice, Zema disse que não debateu questões eleitorais com Simões. Segundo o ex-governador, o tema do debate foi o Rodoanel Metropolitano, obra paralisada na Justiça diante do questionamento de uma comunidade quilombola que afirma ser afetada pelo traçado da estrada projetada para retirar o tráfego pesado da Região Metropolitana de BH.
“O que nós conversamos aqui foi que Minas precisa destravar. Nós estamos preocupados é com o Rodoanel que não avança, que é um absurdo, uma obra que já foi concedida, que tem dinheiro separado, que vai melhorar a mobilidade urbana, melhorar a emissão de gases aqui e que uma comunidade que se diz e não é tradicional, que vive igual nós aqui, se manifesta e tá barrando tudo. Uma obra de interesse de 4 milhões de pessoas, uma comunidade que tem umas 300 prejudicando. Esse é o Brasil que não avança, isso é que tem sido pauta nossa aqui”, declarou.
Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.



