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De olho no segundo turno, Lula se diz ‘decepcionado’ e mira indecisos e abstenções

O presidente terminou a corrida eleitoral atrás do adversário, com 45,16% dos votos válidos, ante 47,03% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Luís Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil • Ricardo Stuckert

Em reunião na noite desta segunda-feira (5) com aliados para realinhar a estratégia para o segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL) o Palácio do Planalto, afirmou que o que está em jogo na eleição deste ano para a Presidência da República é a “política de inclusão social”. O presidente terminou a corrida eleitoral atrás do adversário, com 45,16% dos votos válidos, ante 47,03% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Não é tirar o benefício dos ricos, é tirar os benefícios dos pobres. E eu não preciso dizer isso para vocês, porque vocês já viveram isso durante muitos anos. Estão vivendo recentemente. Então, eu acho que essa eleição é uma eleição que a gente vai ganhar, sabe, colocando mais uma vez o que que é a verdade desse país, a biografia de um candidato, a biografia do outro, sabe, o que um pensa de programa, o que o outro pensa de programa. Eu estou convencido que os estados brasileiros sabem disso”, declarou.

Lula disse ainda em discurso durante a reunião que está “decepcionado” por não ter vencido o pleito no primeiro turno. “Toda (eleição) eu quero ganhar no primeiro turno. E a pior que eu enfrentei foi com o Collor, eu só tive 17% dos votos no primeiro turno, para depois chegar a quase 47%. Foi um longo caminho. Naquele tempo também tinha mais público para disputar. Hoje o público tá menor. Hoje os chamados neutros são menores”, avaliou.

O petista traçou uma estratégia de convencimento dos indecisos, especialmente focada nos que se abstiveram de votar no último domingo (4). “Mas tem uma coisa que nós temos que trabalhar, são 30 milhões de pessoas que não foram votar. O que aconteceu com essas pessoas? Eles perderam o sentido de responsabilidade? Eles não foram convencidos? Eles não gostam dos candidatos? Por que eles não foram assim? Teria surgido uma terceira via. E não surgiu terceira via”, finalizou.

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Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

 

 

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