Conheça a carreira política de Carlos Portinho, pré-candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro
Advogado, ex-secretário municipal e estadual e senador em exercício, o político do PL busca o primeiro mandato completo na Casa Alta do Congresso Nacional

Carlos Francisco Portinho é pré-candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro pelo Partido Liberal (PL) nas eleições de 2026. Natural do Rio de Janeiro, nascido em 2 de julho de 1973, é bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e especialista em direito esportivo. Antes de chegar ao Senado, atuou como assessor parlamentar, gestor público e secretário de estado.
A trajetória antes da política eletiva
Carlos Portinho construiu a base de sua carreira no serviço público e na assessoria legislativa. Entre 2004 e 2009, foi assessor parlamentar do então deputado federal Índio da Costa (PSD), período em que redigiu o Projeto de Lei Complementar 4004/2008. Esse projeto, combinado com iniciativa popular de mesmo teor, contribuiu para a elaboração da Lei da Ficha Limpa.
Em 2014, liderou o movimento cívico #quemterepresenta, que questionava a representatividade dos parlamentares brasileiros diante do cenário político da época. Naquele mesmo ano, assumiu a Secretaria de Habitação da cidade do Rio de Janeiro e, em 2016, a Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, suas primeiras funções executivas de relevância.
A chegada ao Senado como suplente e a morte de Arolde de Oliveira
Em 2016, Portinho tentou se eleger vereador no Rio de Janeiro, então filiado ao PSD, sem obter êxito. Dois anos depois, voltou às urnas como primeiro suplente na chapa que elegeu Arolde de Oliveira ao Senado pelo estado.
Com a morte de Arolde, em outubro de 2020, vítima de complicações da Covid-19, Portinho assumiu o mandato de senador em 3 de novembro daquele ano. Um mês após tomar posse, deixou o PSD e se filiou ao PL, partido ao qual permanece vinculado até hoje.
A atuação no Senado e as principais realizações legislativas
Desde que chegou ao Senado, Carlos Portinho acumulou uma série de relatorias relevantes. Foi o relator da Lei das Sociedades Anônimas do Futebol (SAF), sancionada em 2021, que criou o modelo de empresas de capital aberto para os clubes de futebol brasileiros e transformou a estrutura jurídica do esporte no país. Também foi relator do Marco Legal das Startups (Lei Complementar 182/2021) e do Marco da Energia Eólica Offshore (Lei 15.097/2025).
Portinho é autor da Lei 14.405/2022, que estimula a conversão de uso de imóveis para revitalizar centros históricos, e da PEC dos combustíveis, que garantiu benefícios sociais e redução de impostos durante a pandemia.
No campo da liderança institucional, foi líder do PL no Senado de fevereiro de 2021 a junho de 2022, quando passou a exercer a liderança do Governo Bolsonaro no Senado Federal, cargo que ocupou até o fim do mandato do ex-presidente, em dezembro de 2022. Com a chegada do governo Lula, assumiu a liderança do bloco de oposição no Senado, posição que ocupa até hoje.
Com a chegada do governo Lula, assumiu a liderança do bloco de oposição no Senado, posição que ocupa até hoje. Pelo Ranking dos Políticos, foi eleito o melhor senador do Brasil em 2024 e o melhor parlamentar do Rio de Janeiro em 2021, 2022 e 2023.
A relação com Jair Bolsonaro e o campo conservador
Carlos Portinho é um dos nomes mais identificados com o projeto político de Jair Bolsonaro dentro do Senado Federal. Na semana anterior ao anúncio de sua candidatura, esteve com o ex-presidente em meio ao impasse interno no PL sobre quem ocuparia a vaga ao Senado pelo Rio de Janeiro, já que ele e o então governador Cláudio Castro disputavam a indicação da legenda. Após o encontro, Portinho afirmou publicamente que a escolha de seu nome foi definida em comum acordo com Bolsonaro.
A candidatura foi anunciada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, que apresentou Portinho como o nome mais experiente para defender as pautas da direita no estado.
Portinho também protagonizou confrontos institucionais relevantes durante o mandato, entre eles a declaração de que o impeachment do ministro Alexandre de Moraes era "inevitável", posição alinhada ao campo bolsonarista na disputa com o STF.
A pré-candidatura ao Senado em 2026 e o contexto da disputa
A candidatura de Portinho ao Senado em 2026 só se concretizou após o ex-governador Cláudio Castro deixar a disputa. Em março de 2026, o TSE declarou Castro inelegível por oito anos, condenado por abuso de poder político e econômico no uso irregular da estrutura da Fundação Ceperj para contratação de cerca de 27,5 mil funcionários temporários às vésperas das eleições de 2022.
Castro renunciou ao governo no dia anterior à conclusão do julgamento. Com a saída do ex-governador, o deputado federal Carlos Jordy também pleiteou a indicação do PL, mas o partido optou pelo senador em exercício. A chapa tem Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa, como pré-candidato ao governo.
A disputa pelas duas vagas ao Senado pelo Rio de Janeiro é considerada uma das mais competitivas do país. Na pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada em 28 de julho de 2026 pela Gazeta do Povo, Carlos Portinho aparecia com 10,7% das intenções de voto no cenário estimulado, atrás de Benedita da Silva (PT), com 34,9%, Márcio Canella (Republicanos), com 25,3%, e Pedro Paulo (PSD), com 25%.
O levantamento ouviu 2.000 eleitores do Rio de Janeiro entre os dias 23 e 27 de julho, tem margem de erro de 2 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no TSE sob o número RJ-03487/2026. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.
Jornalista formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Atuou com produção de conteúdo editorial e cobertura de pautas voltadas a tecnologia, negócios e comportamento digital. Cobre as eleições de 2026 para a Itatiaia.



