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Conheça a carreira política de Alexandre Kalil, pré-candidato ao Governo de Minas

Ex-presidente do Atlético-MG e prefeito de Belo Horizonte por dois mandatos, o político do PDT disputa pela segunda vez o Governo de Minas nas eleições de 2026

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Ex-presidente do Atlético-MG e prefeito de Belo Horizonte por dois mandatos, Alexandre Kalil (PDT) disputa o Governo de Minas pela segunda vez nas eleições de 2026 • Karoline Barreto/CMBH

Alexandre Kalil é pré-candidato ao Governo de Minas pelo PDT nas eleições de 2026. Natural de Belo Horizonte, é empresário do setor da construção civil. Antes de entrar na política, ganhou projeção no esporte, área em que seguiu os passos do pai, Elias Kalil, que presidiu o Atlético na década de 1980.

A presidência do Atlético

Alexandre Kalil integrou o Conselho Deliberativo do Atlético antes de chegar ao comando do clube, eleito presidente em 2008. Permaneceu no cargo até 2014, período em que o time conquistou títulos como a Copa Libertadores de 2013 e a Copa do Brasil de 2014.

A passagem pela presidência do clube deu a Kalil projeção pública em Minas Gerais e construiu a imagem de gestor direto que ele levaria, anos depois, para a disputa eleitoral.

A eleição para prefeito de Belo Horizonte em 2016

Em 2016, Alexandre Kalil disputou uma eleição pela primeira vez, como candidato a prefeito de Belo Horizonte pelo PHS. Venceu no segundo turno, com 52,98% dos votos válidos, derrotando João Leite (PSDB), e assumiu o cargo em janeiro de 2017.

A reeleição em 2020 e a renúncia

Em 2020, já filiado ao PSD, Kalil foi reeleito prefeito de Belo Horizonte ainda no primeiro turno, com 63,36% dos votos válidos. A reeleição ocorreu em meio à pandemia de Covid-19, cujo enfrentamento marcou a gestão do político na capital mineira.

Em 25 de março de 2022, Kalil renunciou à Prefeitura de Belo Horizonte para disputar o Governo de Minas, após pouco mais de cinco anos de gestão. Com a saída, o vice-prefeito Fuad Noman (PSD) assumiu o comando da capital.

A aliança com Lula na disputa pelo governo em 2022

Na eleição de 2022, Kalil concorreu ao Governo de Minas pelo PSD, integrando, no estado, o palanque de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), então candidato à Presidência da República. A aliança com o petista foi um dos eixos da campanha estadual daquele ano.

Kalil terminou a disputa na segunda colocação, derrotado ainda no primeiro turno pelo então governador Romeu Zema (Novo), que se reelegeu com mais da metade dos votos válidos.

Para as eleições de 2026, no entanto, o ex-prefeito se distanciou do PT e descartou aliança com o partido no primeiro turno.

Alexandre Kalil e o presidente Lula; o ex-prefeito integrou o palanque do petista na disputa pelo Governo de Minas em 2022, mas descartou aliança com o PT no primeiro turno de 2026 • Foto: Ricardo Stuckert
Alexandre Kalil e o presidente Lula; o ex-prefeito integrou o palanque do petista na disputa pelo Governo de Minas em 2022, mas descartou aliança com o PT no primeiro turno de 2026 • Foto: Ricardo Stuckert

As trocas de partido e a filiação ao PDT

Após a derrota de 2022, Kalil deixou o PSD e se filiou ao Republicanos em 2024, quando apoiou a candidatura de Mauro Tramonte à Prefeitura de Belo Horizonte nas eleições municipais.

Com a derrota de Tramonte e a movimentação do Republicanos em torno do nome do senador Cleitinho para o governo, Kalil trocou novamente de sigla.

Em outubro de 2025, ele se filiou ao PDT em evento na sede do partido, em Brasília, quando a legenda lançou sua pré-candidatura ao Governo de Minas.

Em junho de 2026, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, reafirmou publicamente que Kalil é o pré-candidato da sigla, em resposta a especulações sobre uma possível desistência em favor de uma frente com o PT.

A pré-candidatura ao Governo de Minas em 2026

Kalil volta a disputar o Palácio Tiradentes em um cenário sem Romeu Zema, que deixou o governo para concorrer à Presidência da República.

Com a renúncia, o vice Mateus Simões (PSD) assumiu o Executivo mineiro em março de 2026 e busca permanecer no cargo — como titular, ele disputa na condição de candidato à reeleição.

A disputa reúne ainda o senador Cleitinho (Republicanos), que ainda não confirmou sua pré-candidatura, além de Gabriel Azevedo (MDB), Ben Mendes (Missão), Flávio Roscoe (PL), Maria da Consolação (PSOL) e Túlio Lopes (PCB).

Na pesquisa Genial/Quaest divulgada em 28 de abril de 2026, Kalil apareceu na segunda colocação no principal cenário estimulado, com 14% das intenções de voto, atrás do senador Cleitinho, que registrou 30%. O senador Rodrigo Pacheco (PSB) marcou 8%, enquanto Ben Mendes e Mateus Simões tiveram 4% cada.

O levantamento ouviu 1.482 eleitores mineiros, em entrevistas presenciais, entre os dias 22 e 26 de abril, tem margem de erro de 3 pontos percentuais e está registrado no TSE sob o número MG-08646/2026.

Pesquisa mais recente do instituto Real Time Big Data, divulgada em 21 de maio de 2026, manteve o quadro geral: Cleitinho liderava com 35%, seguido por Rodrigo Pacheco (15%), Kalil (14%) e Mateus Simões (11%) — os três últimos em empate técnico, considerada a margem de erro de 2 pontos percentuais.

O levantamento ouviu 1.600 eleitores mineiros nos dias 19 e 20 de maio, tem nível de confiança de 95% e está registrado no TSE sob o número MG-07299/2026. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.

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Jornalista formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Atuou com produção de conteúdo editorial e cobertura de pautas voltadas a tecnologia, negócios e comportamento digital. Cobre as eleições de 2026 para a Itatiaia.

 

 

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