Com definição de Rodrigo Pacheco e Flávio Roscoe, que ingressam no PSB e no PL, respectivamente, o cenário eleitoral em Minas Gerais começa a se desenhar, ainda que marcado por incertezas e negociações em aberto.
Pacheco deve se filiar ao PSB nesta quarta-feira (1º), às 20h, em Brasília, após meses de indefinição sobre seu futuro partidário. A mudança indica que o senador estaria disposto a se candidatar ao governo de Minas Gerais e formar um palanque para o presidente Lula, candidato a reeleição - embora o senador ainda não tenha definido se disputará o pleito.
Já Roscoe oficializou sua entrada no PL na terça-feira (31), em um movimento que reforça o partido na disputa mineira. Sem trajetória eleitoral, o presidente da Fiemg passa a ser tratado como uma possível alternativa para o governo estadual, embora a legenda ainda mantenha diálogo com outros nomes da direita para indica-lo como vice.
O presidente do PL em Minas, Domingos Sávio, indicou que o partido trabalha com mais de um cenário. De um lado, a possibilidade de candidatura própria; de outro, a construção de alianças com o governador Mateus Simões (PSD) ou com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos).
“Não estamos fechando a porta ao diálogo”, afirmou Sávio, ao destacar que o partido busca protagonismo, mas sem descartar composições.
As movimentações ocorrem em um momento em que o tabuleiro político mineiro ainda está em aberto, pelo menos até o início das convenções partidárias, que ocorre entre 20 de julho e 5 de agosto.
Futuro de Viana
No campo do PSD, o senador Carlos Viana também se movimenta. Ele deve deixar o Podemos e retornar ao partido nesta quarta-feira (1º), em evento marcado para Belo Horizonte. A mudança foi articulada com o governador Mateus Simões e com o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab.
A ida de Viana tem como objetivo a disputa pela reeleição ao Senado, em uma chapa alinhada ao governo estadual. O desenho inclui ainda o secretário de Governo, Marcelo Aro (PP), como outro nome cotado para a composição - que pode ser descartado em caso de uma aliança com o PL.