Cleitinho diz que ‘vai e vem’ não causa insegurança no eleitor: ‘Voltei mais forte’
Em um processo de negociação que durou meses, o parlamentar chegou a dizer aos prantos que não seria candidato, mas agora confirmou candidatura

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) afirmou que a novela até a confirmação da sua candidatura ao Governo de Minas, com um ‘vai e vem’ que culminou no anúncio oficial nesta sexta-feira (7), não causa insegurança no eleitor mineiro. Em um processo de negociação que durou meses, o parlamentar chegou a dizer aos prantos que não seria candidato, mas voltou atrás.
Questionado sobre o efeito da incerteza no eleitorado, Cleitinho afirmou que não passará insegurança e declarou que “voltou mais forte”. “Sabe o que o eleitorado quer de verdade? Que não roubem dele. Eu não sei roubar. O que eu vou fazer direito é devolver o dinheiro para o povo”, declarou o senador em coletiva de imprensa em Divinópolis, seu principal reduto eleitoral.
“O que dá insegurança para o povo é a estrada vagabunda igual em Minas Gerais, é cobrar uma taxa de tratamento de esgoto que não existe. Isso que dá insegurança. Quem nunca teve uma emoção na vida? Quem nunca chorou? O que eu estou passando, só minha família sabe. Eu voltei atrás sim, qual o problema? Todas as vezes que for preciso voltar atrás, eu vou ter humildade para falar isso”, completou Cleitinho Azevedo.
Nas últimas semanas, Cleitinho apresentou um comportamento instável em relação à própria candidatura. O senador passou meses adiando a decisão formal sobre concorrer ou não ao Palácio Tiradentes. Após uma nota do Republicanos sugerindo que não o apoiaria, ele convocou uma coletiva em praça pública que seria candidato e tentaria “tocar o coração” da cúpula do partido.
Pouco depois, Cleitinho apareceu em um vídeo publicado pelo Republicanos em que, aos prantos, afirma desistir da candidatura. O parlamentar chegou a dizer que não disputaria a eleição para o Governo de Minas ao lado do presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira, e do presidente estadual, deputado federal Euclydes Pettersen.
Menos de 24 horas após a publicação do vídeo em questão, o senador discursou na convenção nacional do Republicanos anunciando que mudou de ideia e pediu novamente o apoio do partido. As legendas têm até 15 de agosto para registrarem as chapas definitivas na Justiça Eleitoral.
O presidente nacional do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira, respondeu de forma negativa ao novo pedido do senador. Em entrevista coletiva após a convenção, Pereira tratou o mineiro como ‘página virada’ na questão eleitoral do estado. Agora, a cúpula do partido deu aval à candidatura.
‘Senador reconheceu equívocos’
Em nota, o diretório nacional do Republicanos afirmou que o senador reconheceu os equívocos cometidos durante o processo e apresentou formalmente um pedido de desculpas à direção nacional e estadual do partido, além de assumir o compromisso definitivo de levar sua candidatura até o fim.
“Marcos Pereira manteve sua posição enquanto permaneceram as incertezas. Reavaliou-a somente diante de fatos novos, compromissos objetivos e, sobretudo, dos reiterados apelos dos candidatos a deputado federal e estadual do Republicanos em Minas Gerais, que demonstraram a importância de uma candidatura própria e competitiva ao Governo do Estado para o fortalecimento do projeto partidário e das chapas proporcionais”, disse o Republicanos.
A decisão também considerou o desempenho do senador nas pesquisas de intenção de voto, onde ele lidera todos os cenários com mais de 40%, além de manifestações de apoio a candidatura do parlamentar. Ainda de acordo com o partido, Cleitinho teria se comprometido a não utilizar recursos do Fundo Eleitoral destinados pelo Republicanos.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.




