Castração de estupradores e foco na violência: o plano de Flávio Bolsonaro para as mulheres
As informações foram prestadas à Itatiaia pela economista e ex-presidente da Caixa Econômica Federal no governo de Jair Bolsonaro (PL), Daniella Marques

A política para mulheres de Flávio Bolsonaro será construída, caso eleito, em pilares caros para o público conservador, como o combate à violência, a castração química e o cadastro nacional de estupradores, além de um grande foco na independência financeira do eleitorado feminino. As informações foram prestadas à Itatiaia pela economista e ex-presidente da Caixa Econômica Federal no governo de Jair Bolsonaro (PL), Daniella Marques, que coordena agora o plano de governo do senador. Neste mês, ela apresentou o programa Brasil por Elas, que reúne as principais medidas para tentar atrair o eleitorado feminino, que ainda é majoritariamente arisco ao candidato do PL ao Palácio do Planalto.
“Segurança pública, está dramática a situação de violência, violência contra mulher, assassinato de mulheres, o tráfico tomando conta, então Flávio apresentou o programa do Brasil Sem Medo para endurecer o combate e enfrentamento ao crime e na economia a gente precisa contas por conta das pessoas, o Brasil da mulher no Brasil, hoje mais da metade dos lares são chefiados por mãe solo ou a mãe é a principal provedora do lar”, explica.
“A coisa mais luxuosa que a mulher tem é o tempo e o que ela mais quer é liberdade e oportunidade para crescer e estar protegida. A gente está vivendo uma pandemia de violência contra a mulher. O primeiro semestre desse ano, por mais discurso hipócrita que que esse governo faça, foi recorde desde 2015 de assassinato contra mulheres, uma em cada quatro mulheres é vítima de violência e muitas vezes ela fica nesse ciclo porque não tem independência financeira para si e para manter o cuidado com os filhos”, acrescenta.
As propostas para as mulheres, de acordo com Daniella, passam por fortalecer as penas contra agressores, propor o uso de tornozeleira eletrônica para eles, a castração química de estupradores, além da implementação do cadastro nacional de estupradores que, segundo ela, o “PT não implementou”. “E aí a gente integra tudo que a mulher precisa num lugar só, que é a central da mulher. Esse plano Brasil por Elas tem várias medidas, mas a principal é que ela num lugar só seja atendida e que seja na palma da mão. Além disso, a gente vai dar o bônus de internet”, pontua.
“Então tudo que a mulher precisa, principalmente as mães, as mães querem proteção e elas querem liberdade. E a liberdade vem da autonomia financeira feminina. De acordo com o dia a dia delas, de acordo com a realidade econômica e social do Brasil hoje e não discurso que fala muito e no final entrega pouco para essa mulher”, diz.
Para levar a pauta ao eleitor – e principalmente a eleitora – o PL pretende fazer uma série de tours no Brasil apresentando as medidas, além de contar com integração com lideranças regionais do próprio partido e de outras legendas de centro-direita. “Então, a ideia é a gente fazer um grande tour e um esforço, unindo de mães falando com mães, mostrando que, apesar de todo esse discurso, a realidade delas não mudou, falta oportunidade, falta proteção para família, a gente vive com medo hoje e aí a gente se unir para proteger as nossas famílias e principalmente ter oportunidade voltar a sonhar, sair desse ciclo de endividamento, então as mães são as grandes responsáveis pela gestão do orçamento doméstico”, explica.
Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.


