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‘A maioria geralmente está errada’, provoca Duda Salabert ao falar sobre eleição de Nikolas e Pavanato

A declaração aconteceu em entrevista exclusiva à Itatiaia, que conversa com os cinco deputados federais e estaduais mais bem votados por Minas Gerais

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Duda Salabert (PSOL)
Duda Salabert (PSOL), reeleita para deputada federal, ao lado de uma cabine de votação das Eleições 2026. • Foto: Cadu Passos

“A maioria geralmente está errada” – a frase, atribuída ao dramaturgo e jornalista Nelson Rodrigues, foi usada pela deputada federal Duda Salabert (PSOL) para explicar a votação recorde de figuras à direita do espectro político, como o mineiro Nikolas Ferreira (PL), que superou 3 milhões de votos, e o paulista Lucas Pavanato (PL), que também atingiu marca parecida nas urnas. A declaração aconteceu em entrevista exclusiva à Itatiaia, que conversa com os cinco deputados federais e estaduais mais bem votados por Minas Gerais.

“O Nikolas Ferreira foi o mais votado de Minas e do Brasil, o que mostra que a maioria geralmente está errada. Isso não é uma frase minha, mas do Nelson Rodrigues, que é um autor de ideário da direita. O Nikolas superou o Tiririca, que foi o mais votado em legislaturas anteriores, e o Celso Russomanno. Esses são os exemplos de deputados mais votados no Brasil. O que mostra é que a quantidade de votos não traduz na qualidade legislativa”, criticou a parlamentar.

Ela destacou ainda que aprovou “muito mais projetos” do que Nikolas, frisando também que sua atuação na fiscalização foi “muito maior” do que a dele. “Nikolas e o Pavanato são parlamentares cujo debate central é poder discutir banheiro trans, pauta trans, como se o maior problema do Brasil fosse banheiro trans. Tem coisas mais urgentes para discutir, como eu disse, em Minas Gerais há mais de 100 escolas sem água potável e o meu projeto de lei que hoje é lei vai mudar esse cenário do Brasil. Hoje no Brasil quase ninguém mais aposenta depois da reforma da previdência. O meu projeto de lei discutindo aposentadoria universal vai mudar esse cenário. Então eu não fui eleita para ficar discutindo questões identitárias. Eu fui eleita para discutir problemas reais do Brasil, independente do ponto de vista ideológico”, defende.

A votação expressiva dos parlamentares eleitos na direita, segundo Duda, acontece porque eles “transformaram a política em entretenimento e corte para o TikTok”. “E vão ser sempre os mais votados, mas quem vai transformar o Brasil de fato somos nós. Como eu disse, em 3 anos e meio de mandato, já aprovei 11 projetos de lei para as crianças. Nikolas, que diz defender as crianças… quantos projetos de lei você já aprovou para melhorar a condição e a vida das crianças? Nenhum. Eu já aprovei dois e uma relatoria, três”, provoca.

“O que prova que a preocupação deles é só com o corte do TikTok, a a preocupação deles é só discutir e tentar criminalizar a nossa identidade. E a nossa preocupação, de fato, é discutir pautas sérias para o Brasil. Então, óbvio, na eleição nós estamos em 2026. 2030, quem vai ser mais votado? Mais um desses que vai ser, vai entrar na galeria de Tiririca, Celso Russomanno, Nikolas Ferreira”, conclui.

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Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

 

 

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