Senadores que se aventuraram nas eleições municipais têm desempenho pífio em BH e outras duas capitais
Na capital mineira, Carlos Viana, que se licenciou do Senado durante a campanha, obteve apenas 1% dos votos válidos e não se pronunciou sobre resultado

Quatro dos 81 senadores se aventuraram nas eleições municipais e tiveram um desempenho aquém do esperado no pleito. Apenas um deles, Rodrigo Cunha (Podemos-AL) foi eleito. Ele se candidatou a vice-prefeito de Maceió na chapa encabeçada pelo atual prefeito, JHC, que foi reeleito em primeiro turno.
Os demais tiveram um desempenho pífio. Em Belo Horizonte, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) obteve 12.712 votos, o equivalente a 1% do total.
Conforme mostrou levantamento da Itatiaia, além de ter recebido uma quantidade de votos menor que a esperada, Viana teve o maior "custo de voto" entre os candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte. Com gastos de campanha que superaram os R$ 2,6 milhões, cada voto dado em Carlos Viana custou o equivalente a R$ 211. Para se ter uma ideia, o deputado estadual Bruno Engler (PL), que disputará o segundo turno após ter recebido 435 mil votos, "pagou" R$ 32,88 por eleitor.
"Durante as eleições municipais tivemos a confirmação que os brasileiros são cada vez mais conservadores! Não obstante uma clara polarização em muitas cidades, especialmente as capitais, o resultado das urnas apontaram para o sólido crescimento das forças conservadoras e de direita em todo o Brasil", afirmou.
Em Goiânia (GO), terra do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), outra decepção. O parlamentar terminou na quinta colocação, com pouco mais de 45 mil votos, o equivalente a 6,18% dos votos válidos.
Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.



