Rogério Correia destaca necessidade de maior orçamento para hospitais 100% SUS e critica 'voto útil'
Candidato do PT disse ter discutido política para hospitais municipais junto à ministra da Saúde, Nísia Trindade

O candidato à Prefeitura de Belo Horizonte, Rogério Correia (PT), visitou nesta segunda o Hospital Maternidade Sofia Feldman, no bairro Tupi, região Nordeste de Belo Horizonte. Assim como já aconteceu com outros concorrentes, o candidato foi recebido e respondeu perguntas de funcionários e usuários do hospital.
O petista criticou a prefeitura por ainda não ter aderido ao Programa Mais Acesso a Especialistas, lançado pelo governo federal neste ano e que tem como objetivo reduzir o tempo de espera por consultas a cirurgias e exames no Sistema Único de Saúde (SUS).
Rogério Correia defendeu o papel da maternidade Sofia Feldman, responsável por mais de 800 partos humanizados por mês, e que tratou, junto à ministra Nísia Trindade, da Saúde, para que hospitais 100% SUS tenham um orçamento suficiente para se manter sem a necessidade de complementar orçamento com recursos de emendas parlamentares.
"Queremos, como prefeito e prefeita, fazer com que o Sofia Feldman tenha tratamento global, assim nos outros hospitais. Reunimos a ministra Nísia com os provedores de hospitais para mostrar que é preciso uma política para o sistema de saúde municipal que inclua os hospitais e os provedores. Significa mais recursos para que eles possam terminar o ano sem depender de emendas parlamentares. A ministra está atenta a isso e os hospitais são fundamentais para zerar o problema da fila", defendeu.
Crítica ao voto útil
O candidato do PT também criticou, sem citar nomes, adversários que poderiam se beneficiar do chamado "voto útil" nas eleições. Ou seja, que esperam a reta final da disputa para arregimentar eleitores de outros candidatos com base em uma espécie de "ameaça" de outro candidato menos identificado com esse eleitorado vencer ou passar ao segundo turno.
Para Rogério, basear a campanha nessa estratégia é "muito pouco" para um candidato ser eleito.
"Colocamos nossa opinião de que o voto útil para nós, é o voto no 13. É uma eleição de dois turnos, então, no primeiro, você tem que analisar as propostas, ver a posição política e ideológica. A crítica que fazemos, a divergência que temos, é que as pessoas, ao invés de apresentar um programa, ter um lado, se escondem atrás de uma hipótese de que pode ter algo pior que ele. Eu acho muito pouco um candidato ser eleito com isso, até porque as opções são muitas", afirmou.
Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.



