Luísa Barreto critica gestão orçamentária da Prefeitura de BH: ‘não entendo como a cidade não avança’
Pré-candidata do Novo à Prefeitura de BH diz que é preciso mudar prioridades do uso de recursos públicos municipais

Prestes a completar três anos como secretária de Planejamento e Gestão do governo de Minas Gerais, Luísa Barreto tenta viabilizar sua participação na disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Filiada ao Novo, mesmo partido do governador Romeu Zema, ela faz críticas à gestão das contas públicas municipais. Segundo ela, embora a cidade tenha finanças “relativamente organizadas”, há lacunas no campo dos investimentos.
“Belo Horizonte é uma cidade que tem finanças relativamente organizadas. A gente tem um orçamento de cerca de R$ 15 bilhões. Embora haja, na Lei de Orçamento, previsão de déficit para este ano, BH não apresenta uma situação fiscal complexa. Isso me assusta porque, tendo uma cidade com contas públicas tranquilas, não consigo entender como a cidade não avança”, diz, em entrevista à Itatiaia, na série de sabatinas a pré-candidatos à PBH.
No fim de março, Fuad disse, a vereadores, que as finanças públicas estão “sob controle”. A prestação de contas apresentada por ele aos parlamentares municipais indicou despesas de R$ 16,8 bilhões em 2023, ante arrecadação de R$ 17,6 bilhões.
“Gerencio, no governo do estado, um orçamento que é quase 10 vezes o de BH. É um orçamento que a gente pega com déficit de R$ 11 bilhões e entrega com superávit. Mesmo com dificuldades e orçamento com déficit, conseguimos construir maiores investimentos em saúde, educação e estradas. A dificuldade de Belo Horizonte avançar, com contas públicas em dia é, para mim, incompreensível”, contrapõe Luísa.
Críticas a subsídio
Para Luísa Barreto, é preciso mudar as prioridades de alocação de recursos. A secretária do governo mineiro aponta o subsídio repassado a empresas de ônibus no ano passado como exemplo. Em julho do ano passado, a prefeitura sancionou lei que concedia subvenção pública de R$ 512,8 milhões às concessionárias responsáveis pelos coletivos.
O valor, à época, serviu para manter as tarifas em R$ 4,50.
“Esse dinheiro, se aplicado em intervenções urbanas, melhorias no trânsito e obras de infraestrutura, não tenho dúvidas, seria muito melhor alocado. Mas, para isso, é preciso coragem para enfrentar os empresários de ônibus, vontade de fazer uma gestão cuidadosa, que obrigue as empresas a fazer aquilo que o contrato prevê: um transporte de qualidade. Isso, infelizmente, falta em nossa cidade”, assinalou a pré-candidata.
Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.




