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Eleições em BH: Rogério Correia quer a criação de moeda social em vilas e favelas

Em agenda na região oeste de Belo Horizonte, candidato do PT à prefeitura também prometeu criar secretaria das mulheres e de combate ao racismo

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Rogério Correia, deputado federal e candidato do PT à Prefeitura de Belo Horizonte • Bruno Favarini | Itatiaia

O candidato do PT à Prefeitura de Belo Horizonte, Rogério Correia, visitou, nesta terça-feira (27), um restaurante no Morro das Pedras, na região oeste de Belo Horizonte, onde almoçou com apoiadores, incluindo a deputada estadual Macaé Evaristo (PT), e a ex-Deputada Federal Jô Moraes.

Correia disse em coletiva de imprensa que planeja criar uma "moeda social", que seria alternativa de pagamento para ser utilizada dentro de vilas e favelas para incentivar empreendimentos locais, como bares e restaurantes. O candidato afirmou que a moeda seria aplicável para pessoas que recebem o Bolsa Família e servidores públicos.

"Nós estamos pensando, inclusive vamos propor, a criação de uma moeda social, onde aqueles que recebem do Bolsa Família, servidores públicos, possam ter também uma parcela que possa ser paga através da moeda social, e os estabelecimentos podem a partir daí fazer o seu cadastro”, disse.

Mais duas secretarias

O candidato ainda se comprometeu, caso seja eleito, a criar duas novas secretarias na Prefeitura de Belo Horizonte, uma voltada às políticas das mulheres e outra de combate ao racismo.

"Em relação às mulheres, já está comprometido com elas, Macaé foi uma que fez esta exigência, da Secretaria das Mulheres e da Secretaria de Combate ao Racismo e da Igualdade Racial. Estas duas secretarias são compromisso nosso. E elas, evidentemente, vão ver também a questão de geração de emprego, oportunidades, de creche para as crianças, e têm que estar integradas às outras secretarias”.

Com isso, o candidato afirma que a chefe das duas pastas precisará estar conectada com as demandas da educação. “Quem for secretária das mulheres tem que estar também com a pauta da educação na ponta da língua para discutir com a secretária de educação, e para saber como será esta relação. A secretária de igualdade social, a mesma coisa. Tem que reconhecer que é preciso ter políticas específicas para pretos e pretas, especialmente nas nossas periferias", finalizou.

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Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.