Duda Salabert: ‘Na minha campanha, debate vai ser como fazer de BH a melhor educação do país’
Pré-candidata do PDT à Prefeitura de BH mira propostas para ensino público e combate à fome como prioridades

A deputada federal Duda Salabert, do PDT, tem o fomento à educação pública e o combate à fome como duas das prioridades de sua pré-campanha à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Enquanto tenta viabilizar a formação de uma frente de partidos da centro-esquerda à esquerda, a parlamentar diz que, se eleita, vai apresentar um projeto de lei para valorizar os professores da rede municipal de ensino. Paralelamente, tenta estruturar, junto a auxiliares, um programa de distribuição de renda à população socioeconomicamente vulnerável.
Segundo Duda, os debates ideológicos precisam ficar em segundo plano na eleição municipal. O foco, garante, é a apresentação de propostas para lacunas de BH.
“Se eu tiver a honra e o privilégio de ser prefeita de Belo Horizonte, no primeiro dia de mandato vou protocolar um projeto de lei para que BH pague o melhor salário para os professores da rede municipal. Temos de colocar a educação no protagonismo. É impossível transformar uma sociedade que não seja por meio da educação”, aponta.
Além de Duda Salabert, a centro-esquerda à esquerda tem as pré-candidaturas de Ana Paula Siqueira (Rede), Bella Gonçalves (Psol), Paulo Brant (PSB) e Rogério Correia (PT). A pedetista sugeriu, inclusive, o registro em cartório de um compromisso aos partidos desse espectro para que se unam em um palanque único e decidam, por meio de pesquisas eleitorais, o nome a encabeçar a aliança.
Sem ‘terreno na lua’
Ao tratar da implementação de um eventual programa de transferência de renda, Duda diz que não vende “terreno na lua”. De acordo com ela, é preciso prezar pela saúde das contas públicas municipais.
“Estamos formando um grupo de economistas e gestores para estudar o orçamento de Belo Horizonte e ver a viabilidade dessas propostas. E, sim, há o interesse de que façamos um programa de distribuição de renda para o combate à fome na cidade”, explica, indicando que os caminhos rumo à implementação de uma possível política pública do tipo ainda têm sido debatidos.
A ideia de Duda é utilizar a política local de distribuição de renda como complemento a iniciativas nacionais.
“Temos, além de construir um programa voltado ao combate à fome, de valorizar a agroecologia urbana. Passamos pela cidade e vemos vários espaços vazios. Que sejam transformados em hortas urbanas, produzindo não só alimentos sem veneno, mas gerando renda para o pequeno agricultor urbano da cidade, para a distribuição de alimentos próxima aos locais vulnerabilizados”, completa.
Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.




