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Caso eleito, Rogerio Correia (PT) propõe rever contrato de empresas de ônibus em BH: 'uma mamata'

Candidato destacou a mobilidade como principal problema na capital mineira

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Rogerio Correia participou de sabatina à Itatiaia nesta segunda-feira (16)

Rogério Correia (PT) participou da série de sabatinas da Itatiaia nesta segunda-feira (26) e destacou a mobilidade urbana e o ‘trânsito infernal’ como um dos maiores problemas de Belo Horizonte.

Segundo Rogerio Correia, os picos de Belo Horizonte ultrapassam São Paulo. São 2 milhões e 600 mil carros, “resultado de um sistema de ônibus péssimo e um metrô inexistente”. Para o candidato, melhorar o transporte público desafogaria o trânsito.

Entre as propostas, Rogerio Correia afirmou que a primeira medida seria um grupo de trabalho para refazer o contrato com as empresas de ônibus. “Esse contrato só termina em 2028, mas nós vamos antecipá-lo de alguma forma. De preferência, negociado com as próprias empresas de ônibus”, propôs o deputado.

Sobre o contrato atual, que foi assinado em 2008, ainda na época de Pimentel, também do Partido dos Trabalhadores, Rogerio reforçou que a cidade mudou muito em 20 anos e, hoje, novidades, como os ônibus elétricos e ciclovias, são fundamentais. “Vinte anos sem poder refazer clausula é um absurdo e uma mamata para essas empresas”, colocou o candidato.

Novo contrato

Rogerio disse querer negociar com as empresas de transporte um novo contrato no qual a prefeitura seja responsável pela fiscalização. "E o prefeito vai fiscalizar isso, o quadro de horário, a qualidade dos ônibus. (...) Essa mamata de dar subsídio e elas aumentarem ainda mais a passagem, nós vamos acabar. Dessa forma a gente pode, então, ter bons ônibus e boa prestação de serviço”.

Rogerio pretende garantir tarifa zero no fim de semana. Já uma tarifa zero total, de acordo com o candidato, “não é que seja inviável, mas depende de uma modificação na legislação federal. No sentido de, por exemplo, aquele que paga o vale transporte, o empresário, possa colocar em um fundo. Com isso, você terá mais ou menos 50% do que é necessário para ter um transporte público gratuito, o demais, você pode ver subsídios, o que depende de muito estudo”.

Rogerio falou ainda em vincular os ônibus ao metrô e que seria necessário uma tarifa única em Belo Horizonte. A passagem de ônibus em BH hoje é uma das mais caras do país.

Metrô

O candidato do Partido dos Trabalhadores reforçou ter sido contra, desde o início, à privatização do metrô, como foi feito pelo governo Zema junto com o ex-presidente Bolsonaro. Segundo Rogerio, o metrô foi vendido por uma ‘mixaria’.

"A empresa já recebeu 3,2 bilhões e ela mesmo vai fazer a construção da linha 2, do restante da linha 1 e também das estações. Nós discordamos disso”, colocou.

“Era melhor que o próprio estado da União fizesse esta obra e depois nós veríamos uma concessão. Como isso foi feito dessa forma, se cortou subsídio, então a passagem, o que nós avisamos na época, passou de 1,80 para R$ 5,50".

Segundo Rogerio, caso eleito, o que poderá ser feito no momento será a fiscalização dessa empresa e exigir que os prazos sejam cumpridos, algo que ele já estava fazendo como deputado federal. “Ficarei em cima para que não haja nenhum atraso desta empresa para que o metrô sai no tempo previsto e é tudo terminado até 2028, uma boa parte entrega em 2027”, concluiu.

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Mestrando em Comunicação Social na UFMG, é graduado em Jornalismo pela mesma Universidade. Na Itatiaia, é repórter de Cidades, Brasil e Mundo

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Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.