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Duda propõe incentivo fiscal a bares ‘tradicionais e notáveis’, e sebos no circuito de eventos de BH

Candidata do PDT esteve no Edifício Maleta, em almoço com correligionários e diálogo com proprietários de livrarias

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Duda cumpre agenda de campanha no restaurante Feijão, no Edifício Maleta, na região central de BH • Cadu Passos

A candidata à Prefeitura de Belo Horizonte, a deputada federal Duda Salabert (PDT), cumpriu agenda de campanha nesta terça-feira (20) no Edifício Maleta, na região Central da capital. Ela circulou pelos tradicionais sebos, almoçou com lideranças da juventude no restaurante Feijão e concedeu entrevista à Itatiaia.

Duda pretende fazer em BH uma política semelhante da que existe em Buenos Aires, chamada “Bares Notáveis”. São estabelecimentos reconhecidos pelo executivo municipal como patrimônio cultural da cidade, devido a sua antiguidade, estilo arquitetônico ou relevância local.

“Ajudaremos com incentivos fiscais e desburocratização para bares e restaurantes tradicionais, pois 60% desses estabelecimentos em BH fecharam no vermelho em janeiro deste ano e a prefeitura não fez nada. É assim que vamos concretizar BH como a capital internacional dos bares e restaurantes”, disse a candidata.

Sebos no circuito de eventos culturais

Ela também circulou pelos sebos do Maleta, conhecidos na capital pelos livros raros e usados. Na ocasião, comprou dois exemplares de escritores modernistas e falou sobre a inserção dos sebos no circuito de eventos culturais.

“Que os eventos culturais literários e poéticos que acontecerem na cidade, sejam construídos em diálogo com as livrarias e os sebos, está no nosso plano de governo. Teremos agora a Virada Cultural em BH e a prefeitura não dialogou com os proprietários, que produzem cultura o ano todo”, afirmou.

Duda Salabert afirmou, por último, ter uma relação pessoalmente especial com o Edifício Maleta, pois foi a primeira sede do TransVest, um projeto social que oferecia educação gratuita pra travestis e transexuais de Belo Horizonte, criado pela deputada em 2016.

“A gente formava pessoas trans e as colocava na universidade sem um centavo de dinheiro público”, relembrou. O projeto ganhou, até 2022, vários prêmios de instituições do terceiro setor e reconhecimento de organizações como Fundo Brasil.

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.