Presidente do PP Ciro Nogueira reage a exigência de De Toni para continuar no PL
Declaração de Ciro ocorre após a deputada cobrar compromisso formal de Bolsonaro para disputar o Senado

A declaração do presidente nacional do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira (PI), neste sábado (21) afirmando que o partido é “do tempo em que pensamos em palavra”, ampliou a tensão dentro do campo da direita em Santa Catarina e mostra o desgaste nas negociações para as eleições de 2026.
A fala faz referência à deputada federal Caroline de Toni (PL-SC), que passou a exigir uma carta assinada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para permanecer no PL e disputar uma vaga ao Senado.
O desgaste acontece após a parlamentar ser informada pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto, de que não haveria espaço para sua candidatura na chapa majoritária ligada ao governador Jorginho Mello (PL-SC). O arranjo político priorizaria Carlos Bolsonaro e o senador Esperidião Amin (PP-SC), dentro de um acordo nacional entre PL e Progressistas.
Exigências e ameaça de saída
Aliados da deputada afirmam que ela condicionou a permanência no partido a garantias públicas de apoio, incluindo um documento assinado por Bolsonaro, além de manifestações do senador Flávio Bolsonaro, de Valdemar Costa Neto e do próprio governador catarinense. A cobrança está sendo vista por integrantes do PP como um sinal de desconfiança em acordos políticos firmados anteriormente.
Santa Catarina foi um dos estados onde Bolsonaro teve ampla votação nas eleições presidenciais de 2018 e 2022, e a fragmentação das forças de direita pode alterar o rumo eleitoral na região.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.



