Dino manda CGU auditar R$ 469 milhões em emendas sem destino
Ministro do STF deu 60 dias para que Controladoria-Geral da União apure detalhamento de recursos. TCU aponta 644 planos não cadastrados

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Controladoria-Geral da União (CGU) realize, no prazo de 60 dias, uma auditoria nas emendas parlamentares liberadas em 2024 sem especificação de uso.
De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), aproximadamente 644 planos de trabalho, que somam um total de 469 milhões de reais, não foram cadastrados na plataforma do governo federal criada para garantir transparência. Essas emendas, chamadas de “emendas Pix”, correspondem a uma modalidade de transferência especial caracterizada pela rapidez e ausência de intermediários.
Dino enviou o caso para a Procuradoria-Geral da República (PGR) para promover a responsabilização de “gestores estaduais e municipais omissos, inclusive no que se refere à eventual improbidade administrativa”.
O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal também terão o prazo de 60 dias para fazer adaptações “necessárias à efetivação da medida” de maior transparência.
(com informações da CNN Brasil)
Conteúdos produzidos pela redação de Brasília da Rádio Itatiaia



