'Dino confunde ideologia com exercício da atividade de ministro', diz Marinho sobre declaração contra Google
Senador criticou declaração do ministro da Justiça que classificou posicionamento do Google como 'propaganda enganosa'

O senador Rogério Marinho (PL-RN) reagiu à declaração do ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), que anunciou, nesta terça-feira (2), que o Google terá que veicular uma contrapropaganda em sua página após ter divulgado um texto contrário ao PL das Fake News ao sugerir uma publicação com o seguinte título: “O PL 2630 pode piorar e prejudicar sua internet”.
Alegando que a plataforma produz "censura" ao não compartilhar opiniões favoráveis à proposta, o ministro da Justiça disse que “a Secretaria Nacional do Consumidor considerou que isso [o texto] é publicidade enganosa e abusiva e está impondo a obrigação de contrapropaganda".
"Agora vão ser obrigados a veicular uma publicidade a favor para que os consumidores possam formar opinião”, afirmou. O órgão deu duas horas para o Google se posicionar.
Em entrevista à Itatiaia, Marinho disse que Flávio Dino está se posicionando de forma ideológica.
“O ministro confunde a questão ideológica e partidária com o exercício da sua atividade de ministro da Justiça. É necessário que haja mais equilíbrio. Esperamos que a eleição seja página virada e os ministros sejam de Estado e não de um projeto ou partido político”, alfinetou Marinho.
O PL das Fake News está previsto para ser votado pela Câmara dos Deputados na terça-feira (2). A proposta estabelece uma série de obrigações a serem seguidas pelas redes sociais, como a criação de mecanismos para que usuários denunciem conteúdos potencialmente ilegais e o pagamento de multa de até R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento de decisão judicial para a remoção de conteúdo ilícito.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.
