Itatiaia

Defesa de ex-PF que trabalhava para Vorcaro pede ao STF que ele saia da prisão

Entre os argumentos, a defesa alega que já se passaram 180 dias da prisão preventiva e não houve novos elementos que justifiquem a medida, além de Marilson não oferecer perigo às investigações

PorBrasília
Marilson Roseno da Silva é suspeito de integrar um braço armado da organização criminosa liderada pelo dono do Banco Maste
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master é preso em nova operação da Polícia Federal • Foto cedida à Itatiaia

O policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, apontado pela corporação como liderança operacional de um grupo que atuava a serviço do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pediu nesta terça-feira (22) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação de sua prisão preventiva. A defesa reitera um pedido de liberdade protocolado originalmente em 2 de abril, alega que ele não é "uma ameaça para as investigações" e pedem que Marilson seja colocado em liberdade, com possibilidade de aplicação de medidas cautelares alternativas à prisão.

“A liberdade de Marilson [...] segue sem ser uma ameaça para as investigações e não representa, em hipótese alguma, eventual risco de reiteração delitiva”, afirmam os advogados.

Os advogados lembram que Marilson está preso há mais de 180 dias e afirmam que não existem elementos atuais que justifiquem a manutenção da medida. O pedido foi apresentado dentro das investigações relacionadas ao caso Banco Master.

Eles acrescentam que o pedido anterior ainda não foi analisado, apesar de já haver manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) nos autos. Portanto, a prisão preventiva há mais de 90 dias não teve a revisão prevista no Código Penal e há uma “indefinição acerca da relatoria” da petição, além da alegação de não haver indícios de práticas ilícitas cometidas por pessoas com foro por prerrogativa de função.

Entre os argumentos para que os ministros liberem Marilson da prisão estão: que ele é réu primário, possui residência fixa e não teria mantido contato com testemunhas ou diretamente com outros investigados. Também afirma que ele compareceu voluntariamente à Polícia Federal em 26 de março e respondeu aos questionamentos dos investigadores.

Sobre eventual risco de fuga, os advogados citam ainda que o ex-policial tem uma filha menor de idade e uma mãe idosa que está sob seus cuidados.

Marilson foi preso em março deste ano, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. Segundo a PF, ele exerceria papel de liderança operacional na chamada “A Turma”, estrutura investigada por supostamente obter informações sigilosas, monitorar e intimidar pessoas de interesse do grupo ligado a Vorcaro.

A prisão preventiva foi decretada pelo ministro André Mendonça e posteriormente referendada pela Segunda Turma do Supremo.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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