Cultura, Educação e Assistência Social: direita disputa espaços e pastas tradicionalmente ocupados pela esquerda
De forma organizada, partidos e lideranças de direita adotam estratégias para assumir políticas e áreas onde avaliam que a esquerda tem dominância

Partidos e lideranças políticas de direita em todo Brasil estão se mobilizando para ocupar secretarias no executivo, comissões no legislativo e conselhos de áreas que, tradicionalmente, seguem diretrizes progressistas. Fontes de alas mais conservadoras afirmam que é preciso retirar os debates sobre educação, cultura e assistência social das mãos da esquerda.
O movimento é liderado, principalmente, pela base bolsonarista. Um exemplo claro é a eleição para Conselho Tutelar. Pela primeira vez na história, políticos de direita fizeram campanha massiva pela eleição de conselheiros. Desde 2018, quando foi eleito o ex-presidente Jair Bolsonaro, parlamentares religiosos e militares começaram uma corrida intensa por cadeiras titulares em comissões de educação e cultura nas casas legislativas.
O mesmo ocorre no poder executivo. Na disputa ideológica, políticos mais a direita buscam chefiar pastas de educação, cultura e assistência social. Se o movimento for bem sucedido, as diretrizes das políticas públicas aos poucos serão alteradas e debates de costumes ficarão cada vez mais presentes. Direita e esquerda tem perspectivas diferentes sobre financiamento de arte e cultura, políticas sociais, home schooling e por aí vai.... Nesta toada, a polarização fica cada vez mais intensa no Brasil.
Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.



