Cultura, Educação e Assistência Social: direita disputa espaços e pastas tradicionalmente ocupados pela esquerda
De forma organizada, partidos e lideranças de direita adotam estratégias para assumir políticas e áreas onde avaliam que a esquerda tem dominância

Partidos e lideranças políticas de direita em todo Brasil estão se mobilizando para ocupar secretarias no executivo, comissões no legislativo e conselhos de áreas que, tradicionalmente, seguem diretrizes progressistas. Fontes de alas mais conservadoras afirmam que é preciso retirar os debates sobre educação, cultura e assistência social das mãos da esquerda.
O movimento é liderado, principalmente, pela base bolsonarista. Um exemplo claro é a eleição para Conselho Tutelar. Pela primeira vez na história, políticos de direita fizeram campanha massiva pela eleição de conselheiros. Desde 2018, quando foi eleito o ex-presidente Jair Bolsonaro, parlamentares religiosos e militares começaram uma corrida intensa por cadeiras titulares em comissões de educação e cultura nas casas legislativas.
O mesmo ocorre no poder executivo. Na disputa ideológica, políticos mais a direita buscam chefiar pastas de educação, cultura e assistência social. Se o movimento for bem sucedido, as diretrizes das políticas públicas aos poucos serão alteradas e debates de costumes ficarão cada vez mais presentes. Direita e esquerda tem perspectivas diferentes sobre financiamento de arte e cultura, políticas sociais, home schooling e por aí vai.... Nesta toada, a polarização fica cada vez mais intensa no Brasil.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



