CPMI vai avaliar nova convocação do tenente-coronel Mauro Cid
Parlamentares vão votar na próxima sessão da comissão uma nova convocação de Mauro Cid, que já prestou depoimento no mês passado

O presidente da CPMI dos Atos Antidemocráticos, deputado Arthur Maia (União Brasil-BA), informou que vai submeter a votação, na próxima sessão da comissão, o requerimento que pede uma nova convocação do tenente-coronel Mauro Cid, que era ajudante de ordens do então presidente Jair Bolsonaro.
Mauro Cid prestou depoimento à CPMI no dia 11 de julho e ficou em silêncio diante das perguntas dos parlamentares.
O vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Rogério Correia (PT), protocolou um novo pedido de convocação do tenente coronel Mauro Cid para que ele preste esclarecimentos à CPMI dos Atos Antidemocráticos sobre uma troca de emails, em posse do colegiado, que mostra uma suposta tentativa de venda de um relógio de uma marca de luxo, avaliado em cerca de 300 mil reais.
Antes da oitiva do ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres, o presidente da CPMI, Arthur Maia, advertiu que o colegiado não vai investigar casos de corrupção e que o foco do colegiado é apurar o que aconteceu no dia 8 de janeiro.
“O fato de haver depósitos na conta de A ou B, se algum outro parlamentar achar que deve fazer outra CPMI para apurar eventuais casos de corrupção, envolvendo pedras preciosas e etc, é direito dos parlamentares. Essa CPMI tem que ater a seu objeto, e seu objeto é o que ocorreu no dia 8 de janeiro”, pontuou.
Arthur Maia alertou que devido ao tempo determinado para o funcionamento do colegiado não será possível apurar outros temas. ““tem muita gente entrando com requerimentos de pedras preciosas. Eu não enxergo relação entre pedras preciosas e os atos do dia 8 de janeiro. Não consigo ver nexo causal. Quero chamar a atenção dos parlamentares para que tenhamos cuidado porque nós não temos um tempo indefinido, há um prazo para concluir as investigações”, alertou Arthur Maia.
Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.
