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CPI do MST apresenta plano de trabalho nesta terça-feira (23)

Segundo o relator, o objetivo do colegiado é “estabelecer a ideia de que existe uma lei no Brasil que protege a propriedade privada”

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CPI na Câmara dos Deputados vai investigar invasões de terras pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra
CPI na Câmara dos Deputados vai investigar invasões de terras pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra • Reprodução/MST

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na última semana na Câmara dos Deputados para investigar invasões do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realiza a apresentação do plano de trabalho em sessão nesta terça-feira (23), às 14h.

A CPI, instalada na última quarta-feira (17), é presidida pelo deputado Tenente-Coronel Zucco (Republicanos-RS), enquanto a relatoria fica por conta do deputado Ricardo Salles (PL-SP), ex-ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro (PL).

Segundo o relator do colegiado, o objetivo da CPI é “estabelecer a ideia de que existe uma lei no Brasil que protege a propriedade privada”, e disse que a comissão não vai “convocar [ministros] por convocar”.

“Todas as ações que são criminosas, de desrespeito à propriedade privada, devem ser indicadas e investigadas por essa CPI, seja do MST ou de qualquer outro grupo, independentemente do estado em que estejam atuando.”

Já o presidente da Comissão, Tenente-Coronel Zucco, afirmou que “não podemos mais ter produtores com medo em suas propriedades”.

Na última quinta-feira (18), a direção do MST criticou o colegiado instituído na Câmara, dizendo que se trata de uma tentativa de “criminalizar” os sem-terra e pressionar o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Outra CPI que apresenta o plano de trabalho nesta terça é a CPI das Apostas Esportivas, também instalada na última semana. Na sessão, porém, já serão votados alguns dos requerimentos apresentados pelos deputados, que incluem convocações à ministra do Esporte, Ana Moser, e ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues.

Das três CPIs instituídas na última quarta-feira (17), a única que ainda não a divulgação do plano de trabalho agendada é a CPI da Americanas, que apura possível fraude contábil na empresa.

Os grupos têm 120 dias, cerca de quatro meses, para a conclusão dos trabalhos. Este prazo, porém, pode ser estendido por mais 60 dias caso haja necessidade.

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