Coronel falou em 'guerra civil' inevitável para defender golpe de Estado
Roberto Criscuoli afirmou que o presidente Lula acabaria com o Exército meses depois, o que justificaria a tomada de poder imediatamente

Áudios obtidos pela Polícia Federal (PF) mostram que um dos militares que planejaram um golpe de Estado, o coronel Roberto Raimundo Criscuoli, falou sobre a possibilidade de uma guerra civil no país com a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022.
“Se nós não tomarmos a rédea agora, depois eu acho que vai ser pior. Na realidade, vai ser guerra civil agora ou guerra civil depois. Só que a guerra civil agora tem uma justificativa, o povo tá na rua, nós temos aquele apoio maciço", defendeu o militar em uma mensagem de voz enviada ao general Mário Fernandes, outro envolvido na trama golpista.
No áudio, o coronel demonstra também um desprezo à democracia e chega a mencionar o termo “quatro linhas” utilizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quando se refere à legalidade de suas ações.
“Democrata é o cacete. Não tem que ser mais democrata mais agora. ‘Ah, não vou sair das quatro linhas’. Acabou o jogo, pô. Não tem mais quatro linhas. Agora, o povo da rua tá pedindo pelo amor de Deus", pontuou.
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio




