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Lula só fará indicação ao STF quando tiver 'termômetro do Senado', diz presidente do PT

Edinho Silva falou sobre polítca em Minas Gerais, indicação ao STF e agenda do partido na COP 30

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Presidente do PT, Edinho Silva, na COP 30
Presidente do PT, Edinho Silva, na COP 30 • Itatiaia

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou à Itatiaia nesta terça-feira (11), durante a COP30 em Belém (PA), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva só deve anunciar a indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF) quando tiver segurança sobre a aceitação do nome no Senado. Segundo ele, Lula “não vai indicar sem dialogar [com a Casa]”.

O ministro Luís Roberto Barroso antecipou sua aposentadoria no último mês. Com isso, a vaga de magistrado da Corte fica aberta, e cabe ao presidente da República fazer a indicação. O nome do escolhido, no entanto, deve ter o aval do Senado, que tradicionalmente realiza uma sabatina.

“É claro que o presidente Lula vai tomar essa decisão quando ele tiver segurança do caminho a ser trilhado. Claro que ele não vai indicar sem dialogar com o Senado, sem dialogar com as ideias do Senado, e ele não vai tomar nenhuma decisão política sem ouvir também as lideranças políticas de Minas Gerais e os dirigentes do Partido dos Trabalhadores”, disse Edinho.

Questionado sobre a possível escolha entre o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o petista evitou cravar um nome.

“O Messias é um jurista exemplar, com capacidade de formulação, um dos pilares do campo jurídico brasileiro. E o Rodrigo também é uma liderança extremamente respeitada, com trajetória no campo jurídico e política. Ele é um dos maiores líderes da política mineira e brasileira”, afirmou.

Edinho disse Lula e Pacheco têm uma relação próxima e que haverá diálogo sobre a definição do futuro político do senador em 2026. “A definição de qual papel o Rodrigo vai cumprir vai ocorrer no diálogo do presidente Lula com o Rodrigo, pela relação de amizade e de confiança que os dois têm”, disse ele.

Encontro com Kalil

Sobre Minas Gerais, Edinho afirmou que pretende retomar a agenda no estado e confirmou que deve se reunir com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT).

“Quero uma agenda de diálogo com os dirigentes do partido e, claro, eu tinha um café com o Kalil, que é um grande amigo. [...] Segundo a tradição mineira, essas questões a gente define tomando muito café e comendo muito pão de queijo e conversando bastante”.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia na capital federal.

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