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Com resistência de Lula em Correios e Saúde, Centrão pressiona por Caixa

Após garantir vitória da reforma tributária, partidos da base aliada apresentam a fatura ao presidente da República, que avalia mudanças ministeriais em agosto

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Rita Serrano tomou posse como presidente da Caixa em 12 de janeiro
Rita Serrano tomou posse como presidente da Caixa em 12 de janeiro • Ricardo Stuckert/PR

Após garantir a vitória da reforma tributária na Câmara dos Deputados, dirigentes do bloco do centrão têm apresentado desde a noite de quinta-feira (6) a fatura ao Palácio do Planalto.

Segundo relatos feitos à CNN, o grupo do presidente da Casa Legislativa, Arthur Lira (PP-AL), tem interesse no comando da Caixa Econômica Federal.

Os partidos do centrão vinham pleiteando o Ministério da Saúde ou os Correios. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no entanto, resistiu às investidas.

Nos bastidores, Lula tem concordado sobre a necessidade de promover uma reforma ministerial no segundo semestre.

A ideia é aumentar a participação da Câmara dos Deputados na Esplanada dos Ministérios, diminuindo o espaço de senadora e governadores.

Em meio às negociações que envolvem a troca no Ministério do Turismo, Lula foi avisado que a Caixa seria uma alternativa de grande orçamento e representatividade, que poderia acalmar os interesses dos partidos do centrão.

O comando da instituição financeira está, atualmente, nas mãos de Maria Rita Serrano, ex-representante dos empregados no conselho de administração da Caixa.

No Palácio do Planalto, a ideia de uma mudança no banco público foi mais bem recebida do que os demais pleitos dos partidos da base aliada.

Isso porque há entendimento de que a presidente do banco público tem aparecido pouco e não aproveitado o fato de a Caixa ser uma das responsáveis por grandes programas do PT, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida.

São justamente esses programas que animam o bloco do Centrão que, se conseguir a presidência do banco, promete indicar um nome técnico para assumir o lugar de Maria Rita Serrano.