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CMBH: Miltinho tem cinco dias para apontar testemunhas em processo que pode culminar na cassação de Gabriel

Vereador do PDT acusa presidente do Legislativo municipal de quebrar o decoro parlamentar por causa de entrevista

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Gabriel Azevedo é alvo de segundo pedido de cassação na Câmara Municipal
Gabriel Azevedo é alvo de segundo pedido de cassação na Câmara Municipal • Divulgação/CMBH

O vereador Miltinho CGE (PDT), autor de um pedido de cassação do mandato do presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), Gabriel Azevedo (sem partido), tem cinco dias para apontar suas testemunhas no processo. O prazo começa a contar a partir desta quarta-feira (20), após a Comissão Processante que analisa uma possível punição a Gabriel se reunir na sede do Legislativo de BH.

A denúncia de Miltinho remonta a maio, quando Gabriel disse, em uma entrevista a uma emissora de televisão, que o pedetista era alvo de investigação pela prática de "rachadinha" em seu gabinete. O acusado alega, no entanto, que o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) chegou a apurar uma denúncia sobre o assunto — o inquérito foi arquivado.

A Comissão Processante do caso Miltinho-Gabriel aprovou, nesta quinta, um requerimento em que solicita ao pedetista a designação das testemunhas. O comitê é composto por Álvaro Damião (União Brasil), Cida Falabella (Psol) e Wanderley Porto, do PRD. Porto, aliás, é o relator da denúncia e solicitou o prosseguimento da investigação

Presidente já apresentou defesa

Gabriel Azevedo já encaminhou, à comissão que analisa o caso, um documento em que se defende das acusações. Segundo ele, a denúncia de Miltinho “carece de evidências ou indicadores necessários para torná-la jurídica e politicamente viável para investigação”.

No mês passado, a Câmara arquivou outro pedido de cassação contra o presidente, apresentado pela deputada federal Nely Aquino (Podemos), que o acusou de atos como abuso de poder, quebra de decoro parlamentar e agressões verbais a outros vereadores.

"Dar prosseguimento a um segundo pedido de cassação sem nem sequer permitirem a votação do primeiro pedido de cassação pedido é escancarar uma farsa que se criou para tentar me tirar da Presidência da Câmara Municipal. Todavia, sigo firme na presidência até 31 de dezembro de 2024, para mantendo o propósito de trabalhar pelo povo e para o povo desta cidade. Aguardo com tranquilidade o andamento deste processo, na certeza de que esta é mais uma denúncia infundada, feita por alguém que precisou fazer acordo de não persecução penal com o Ministério Público em processo em que é investigado por 'rachadinha', uso irregular de gabinete e nepotismo", disse Gabriel.

A

Miltinho, por sua vez, afirma, na denúncia contra o chefe do Legislativo, que foi "humilhado publicamente" e que sofreu "hostilidade das pessoas nas ruas diante do prejulgamento induzido pela entrevista".

"Fui chamado de bandido e foi sugerido que em breve eu seria menos um na Casa. Ao fazer isso, o presidente me imputou culpa por algo que não cometi", aponta.

Segundo ele, Gabriel Azevedo “optou por utilizar sua posição de autoridade para engrandecer sua imagem, comprometendo a reputação de um colega vereador”.

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Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.

 

 

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