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CMBH aprova PL de esportes na Pampulha e vereadores vislumbram ‘Olimpíada’ na Lagoa

Projetos aprovados na Câmara de BH tratam sobre o uso da Lagoa da Pampulha; base governista da Casa acredita que despejo de esgoto no espelho d'água será encerrado em quatro anos

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Lagoa da Pampulha foi tema de projetos debatidos na Câmara de BH
Lagoa da Pampulha foi tema de projetos debatidos na Câmara de BH • Cláudio Rabelo/CMBH

A aprovação de dois projetos de lei em primeiro turno na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), nesta terça-feira (14), abriu uma brecha para que parlamentares vislumbrassem a realização de uma Olimpíada na Lagoa da Pampulha.

 

Por maioria, os vereadores deram aval a duas propostas: a primeira prevê a proibição do uso de embarcações motorizadas nas águas da lagoa, enquanto a segunda estabelece regras para o estímulo a atividades náuticas no espelho d’água, como, por exemplo, remo, canoagem, windsurf e caiaque.

 

Os dois textos são de autoria do vereador José Ferreira (Podemos), que afirmou que as propostas são "autorizativas", visando a um futuro em que a água da Lagoa da Pampulha esteja totalmente própria para banho.

 

Para a Itatiaia, ele afirmou que a proposta pode viabilizar a realização de Olimpíadas que utilizem as águas do local para provas esportivas. "Além da prática de esportes na orla, a Lagoa da Pampulha tem potencial para isso [esportes náuticos]", explicou.

 

De acordo com Ferreira, além de atletas, o projeto também pode beneficiar empresários que desejam investir na instalação dos chamados "pedalinhos" para moradores e turistas.

 

O líder de governo na Câmara, vereador Bruno Miranda (PDT), em conversa com a reportagem, afirmou que a expectativa é de que toda a interceptação de esgoto que deságua na lagoa seja concluída em até, no máximo, quatro anos, o que poderia ser o primeiro passo para tornar possível a prática de esportes náuticos.

 

O projeto afeta o catamarã da prefeitura?

 

Nenhuma das duas medidas, se aprovadas em segundo turno e sancionadas, afeta o funcionamento dos barcos turísticos implementados pela Prefeitura de Belo Horizonte.

 

Isso porque o texto que propõe a proibição de embarcações motorizadas abre exceção para o poder público e demais órgãos fiscalizadores, como a Polícia Ambiental.

 

Quem não tiver autorização e não estiver contemplado nas exceções deverá pagar multa de R$ 1 mil, que será dobrada em caso de reincidência.

 

A justificativa do vereador autor da proposta é que as embarcações motorizadas contribuem para a poluição das águas, o assoreamento e a degradação da fauna e da flora aquáticas, representando, ainda, risco à segurança de quem frequenta a Lagoa.

 

O texto também prevê multa de R$ 10 mil em caso de construção irregular de embarcadouros, trampolins, abrigos para barcos, aterros ou amuradas em toda a orla do espelho d’água.

 

Além desses dois projetos, um terceiro, também relacionado à Lagoa da Pampulha, estava previsto para ser votado nesta terça-feira na Câmara. 

 

O texto, de autoria do vereador Wanderley Porto (PRD), atualizava para R$ 1 mil a multa para quem pescasse ou nadasse no local. A proposta, no entanto, foi retirada de pauta.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.