Cid diz que avisou Bolsonaro que militares seriam punidos: 'Ficou só olhando'
Mauro Cid disse que 'era obvio' que os militares seriam punidos, já que manifestações políticas são 'inadmissíveis' no meio militar

O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), tenente-coronel Mauro Cid, disse, em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), que avisou Bolsonaro que os militares que assinaram carta de pressão aos comandantes das Forças Armadas seriam punidos. Segundo Cid, Bolsonaro, em reposta, “ficou só olhando”.
Durante interrogatório no STF, nesta segunda-feira (9), a Procuradoria-Geral da República (PGR) questionou Cid sobre se Bolsonaro teria manifestado algum apoio ao incentivo à divulgação da carta. Cid respondeu que não.
O tenente-coronel afirmou que “era obvio” que os militares seriam punidos. Ele explicou que manifestações políticas são proibidas e “inadmissíveis” no meio militar.
O STF começou a realizar, nesta segunda (9), os interrogatórios dos réus do chamado "núcleo crucial" da ação penal que apura suposta tentativa de golpe.
Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia na capital federal.
