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CGE-MG vai penalizar servidores que comprovadamente participaram de atos violentos em Brasília

Ações não inviabilizariam outras medidas nas esferas civel e criminal

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Para a atuação da CGE, são necessárias denúncias de envolvimento de servidores no ato violento em Brasília
Para a atuação da CGE, são necessárias denúncias de envolvimento de servidores no ato violento em Brasília • Agência Brasil

A Controladoria-Geral do Estado (CGE-MG) em Minas vai investigar e penalizar servidores estaduais que tiverem atuação comprovada nos atos violentos contra os Poderes da República neste domingo (8), em Brasília.

À coluna, o controlador-geral Rodrigo Fontenelle afirmou que o Estado adotará "todas as medidas legais e administrativas possíveis" para a responsabilização disciplinar nos casos de servidores que se envolveram no episódio - para isso, claro, são necessárias provas concretas da participação dos funcionários do Estado em processos administrativos mais longos.

Entre os atos possíveis, estão a instauração de investigações preliminares para apurar o envolvimento dos servidores e processos administrativos internos. Essas ações não inviabilizariam outras medidas nas esferas civel e criminal.

Para a atuação da CGE, são necessárias denúncias de envolvimento de servidores no ato violento em Brasília.

Confira a nota enviada:

"Em caso de comprovação de envolvimento de servidor publico estadual, o Estado adotara todas as medidas legais e administrativas possíveis, como a instauração de investigação preliminar para verificar a possibilidade de responsabilização na esfera disciplinar, sem prejuízo da adoção das demais medidas na esfera civil e criminal."

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Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. É colunista da Rádio Itatiaia. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.