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Campanha publicitária do chocolate Bis vira guerra entre direita e esquerda nas redes sociais

Depois que a Lacta contratou o influencer Felipe Neto como garoto propaganda, políticos da direita iniciaram um movimento de boicote nas redes sociais

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Felipe Neto fazendo propaganda para o Bis
Felipe Neto fazendo propaganda para o Bis  • Reprodução/Twitter

A contratação do influencer Felipe Neto como garoto propaganda do chocolate Bis provocou uma verdadeira batalha entre direita e esquerda nas redes sociais. Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) iniciaram uma campanha pedindo que seus seguidores boicotem produtos da marca Lacta, fabricante do chocolate Bis. Isso porque, além de Felipe Neto ser um crítico do ex-presidente, ele e o presidente da Mondelez Brasil, Liel Viana, responsável pelos produtos Lacta, são integrantes do chamado Conselhão, o Conselho do Desenvolvimento Econômico e Sustentável do Governo Lula.

Além de pedirem para que os seguidores não consumam o tradicional Bis, os bolsonaristas iniciaram uma campanha incentivando o consumo do Kit Kat, concorrente da Nestlé. O pano de fundo é uma tentativa de pressionar as marcas para não contratarem artistas que tenham afinidade com o governo ou com a esquerda. Entre os que entraram na batalha nas redes, estão a deputada federal Carla Zambelli (PL) e o ex-ministro da cultura, Gilson Machado Neto.]=

Enquanto bolsonaristas repudiaram, o Randolfe Rodrigues (sem partido) postou um vídeo com o senador Humberto Costa (PT), ambos com caixas de Bis na mão, e a legenda: 'vindo daqueles que consumiam cloroquina, o boicote a um chocolate tão gostoso é elogio'.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.