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Candidatura de Patrus tende a concentrar o voto lulista

Com o apoio do PSB, Patrus (PT) terá cerca de 19% do tempo de antena e poderá esvaziar o desempenho de Alexandre Kalil (PDT), que até o momento, terá 2% da propaganda gratuita. Também nesse campo está Gabriel Azevedo (MDB), que pesca no eleitorado do centro. À direita, Cleitinho (Republicanos) e Medioli (PL) poderão isolar Mateus Simões

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Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

As cúpulas nacionais do PT e do PSB já definiram a coligação formal em torno da candidatura de Patrus Ananias (PT) ao governo de Minas. A frente PT-PCdoB-PV busca nesta terça-feira, 21, selar a coligação, com a indicação pelo PSB da posição de vice na chapa ou a segunda vaga ao Senado Federal.

O ex-procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Junior, é o nome mais provável para essa composição. Clésio Andrade (PSB), que já foi vice-governador, manifestou igualmente interesse. Também a Federação Rede-Psol, que vinha mantendo conversas com o ex-prefeito Alexandre Kalil, se inclina ao apoio a Patrus Ananias. Há, contudo, a demanda do PSOL pela indicação de Áurea Carolina à segunda vaga do Senado, o que encontra resistências em segmentos do PT, que gostariam de formatar a chapa abrindo conversas ao centro político.

A candidatura de Patrus Ananias tende a atrair o eleitorado da esquerda e de viés lulista, o que poderá esvaziar o desempenho de Alexandre Kalil (PDT). Nas eleições de 2016, de 2020 e em 2022, esse voto migrou para Kalil. Agora, as projeções são diferentes, porque, com 19% do tempo da propaganda eleitoral gratuita, Patrus terá mais exposição do que Kalil. Com uma bancada federal de apenas 9 parlamentares, e ainda sem alianças, o PDT de Kalil teria, até este momento, aproximadamente 2% do tempo.

Ao centro, a pré-candidatura de Gabriel Azevedo, do MDB, também pesca nesse mesmo eleitorado, principalmente do centro não polarizado. Gabriel mantém conversas com o deputado federal Luís Tibé, presidente nacional do Avante. A confirmar a aliança, Gabriel terá cerca de 10% do tempo da propaganda eleitoral, que poderá ainda se ampliar a 14%, caso se confirmem as conversas com a Federação PSDB-Cidadania.

No campo da direita, três candidaturas fracionam o eleitorado. Vittorio Medioli, pelo PL, e o senador Cleitinho, pelo Republicanos, tendem a esvaziar o desempenho do governador Mateus Simões (PSD), que concorre à reeleição. O PSD de Mateus Simões tem 8,24% do tempo de antena e luta para manter a Federação União Progressista em sua coligação. União e PP representam 20,75% do tempo da propaganda.

O PL de Minas tem expectativa de consolidar a aliança com o Republicanos no primeiro turno. Lideranças do partido no estado dão como certo um acordo que teria sido costurado no plano nacional para uma chapa encabeçada por Cleitinho, com Medioli de vice, para o palanque de Flávio Bolsonaro. Essa composição daria à chapa 27% do tempo da propaganda eleitoral. Mas os Republicanos de Minas seguem com o pé no freio: defendem, no primeiro turno, a chapa pura encabeçada por Cleitinho, com Luís Eduardo Falcão como vice. PL e Republicanos, por enquanto, ainda não consolidaram em Minas a carta de intenções da cúpula nacional do PL.

 

 

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