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Câmara sabatina deputados candidatos ao TCU com mineiro entre favoritos

Odair Cunha reúne apoio de 12 bancadas, mas disputa segue aberta antes da votação secreta no plenário

Por, Brasília
Sete deputados disputam uma indicação para o TCU
Sete deputados disputam uma indicação para o TCU • Agência Brasil

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara realiza nesta segunda-feira (13) a sabatina dos candidatos à vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A etapa antecede a votação prevista para terça-feira (14), quando o plenário deve escolher o substituto do ministro aposentado, Aroldo Cedraz.

Sete deputados entraram na disputa, e o nome do deputado mineiro Odair Cunha (PT) aparece como favorito, respaldado por um acordo político articulado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta. O petista reúne apoio formal de 12 bancadas, fruto de entendimento firmado previamente à disputa.

A cadeira em disputa foi aberta com a aposentadoria compulsória do ministro Aroldo Cedraz, que deixou o cargo ao completar 75 anos.

 

O tribunal é responsável por fiscalizar a aplicação dos recursos públicos federais e atua como órgão auxiliar do Congresso. Dos nove ministros da Corte, três são indicados pela Câmara, três pelo Senado e três pelo presidente da República.

Disputa segue aberta

Apesar da costura política, não há consenso. Partidos de centro e direita decidiram manter candidaturas próprias, o que mantém o cenário indefinido. Siglas como PSD e União Brasil não aderiram ao acordo e lançaram representantes.

Além de Odair Cunha, disputam a vaga os deputados:

  • Danilo Forte (PP-CE)
  • Elmar Nascimento (União-BA)
  • Hugo Leal (PSD-RJ)
  • Gilson Daniel (Podemos-ES)
  • Adriana Ventura (Novo-SP)
  • Soraya Santos (PL-RJ)

A última candidatura, de Soraya Santos (PL-RJ), conquistou a indicação do partido após a desistência de Hélio Lopes (PL-RJ). A projeção de Soraya ganhou o apoio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República e filho do ex-presidente, Jair Bolsonaro.

A sabatina não terá caráter eliminatório. Cada candidato apresentará suas credenciais e responderá a questionamentos dos integrantes da comissão. A etapa foi instituída neste ano para ampliar a exposição dos postulantes antes da votação.

Voto secreto aumenta imprevisibilidade

Após o parecer da comissão, todos os nomes seguem para análise do plenário. A escolha será feita por votação secreta, mecanismo que costuma introduzir imprevisibilidade ao processo e permitir desvios das orientações partidárias.

Após a definição na Câmara, o indicado ainda precisará ser aprovado pelo Senado.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio