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Câmara de BH: representantes da Gestão de Águas da PBH ficam em silêncio em sessão da CPI da Pampulha

Vereadores questionaram contratação de empresa que teria descumprido contrato anterior para limpeza da Lagoa da Pampulha

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Lagoa da Pampulha
Lagoa da Pampulha é um dos cartões-postais da capital mineira • Karoline Barreto / PBH

O diretor de Gestão de Águas Urbanas, Ricardo Aroeira, e a engenheira de Gestão de Águas Urbanas, Ana Paula Fernandes Viana Furtado, se mantiveram em silêncio e optaram por não responder aos questionamentos de vereadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lagoa da Pampulha, na Câmara Municipal de BH.

A comissão convocou os dois servidores para questionar as razões para a contratação, na modalidade de inexigibilidade de licitação, empresa que, segundo os vereadores da CPI, não teria cumprido contratos anteriores para limpeza da Lagoa da Pampulha.

A Diretoria de Gestão de Águas Urbanas é ligada à Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, da Prefeitura de BH.

O relator da comissão, vereador Bráulio Lara (Novo), fez várias perguntas sobre o processo de contratação de empresas responsáveis pela limpeza da Lagoa da Pampulha, mas os dois representantes da PBH usaram o direito legal de permanecer em silêncio.

"A população merece respostas claras e objetivas sobre os motivos dessa contratação. O silêncio não pode ser uma barreira para a verdade. A Prefeitura de BH ficar calada ante essa situação é um tapa na cara da população", afirmou Bráulio Lara.

Para o presidente da CPI, vereador Sérgio Fernando Pinho Tavares (MDB), os servidores da PBH perderam uma oportunidade de esclarecer os questionamentos sobre os contratos que envolvem a Lagoa da Pampulha.

"Nós lamentamos essa opção dos investigados de permanecer em silêncio. A oitiva era uma oportunidade para esclarecer várias dúvidas que nós temos. Dúvidas a cerca da contratação que se deu sem licitação, por inelegibilidade, dúvidas sobre esse processo que entendemos ser ineficaz. Muito já foi investido na lagoa e ela continua poluída. Então, são muitas dúvidas que ainda pairam nesta CPI. Vamos continuar os trabalhos para apurar os erros e seus eventuais responsáveis", afirmou Sério Fernando.

No ano passado, a CPI da Lagoa da Pampulha pediu o indiciamento de ambos por um suposto envolvimento em uma articulação envolvendo a prefeitura e empresas terceirizadas por meio de contratos firmados nos últimos anos. Sem votação no documento, a CPI “caducou” e foi arquivada.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

 

 

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